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Espetáculo infantil leva aos palcos histórias sobre cultura negra

No próximo dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, o Centro Municipal de Cultura Goiânia Ouro apresenta o espetáculo Catolé – Em Terra de Preto História e Lendas do Povo de Cor.

Este projeto é uma montagem de um espetáculo teatral, com o roteiro baseado em lendas e histórias do povo negro para o público infanto juvenil. O intuito é a valorização da tradição oral, o resgate da história e também contribuir para o fortalecimento da identidade cultural negra de uma forma artística através do Teatro.

Com uma associação de lendas e histórias pretende-se levar uma mensagem, de maneira poética, mostrando que podemos dialogar com as crianças partindo do aspecto lúdico criando uma ponte imagética ao reflexivo: “Quem somos nós? Que cara é essa que o País nunca revela! Quantos gritos, de tantos negros que morreram, de tantos negros que amaram, de tantos negros esquecidos no tempo e pelo tempo, de quantos negros marginais, foragidos, de quantos negros iludidos, alisados, coisificados, de quantos negros perdidos, sem caminho… Quem somos nós?”.

Como falar sobre a cultura afro, sobre o africano que veio para o Brasil, se coisificou, misturou-se, mestiçou e criou-se o afro-descendente? Vários são as pesquisas científicas, as teses e teses de mestrados e doutorados, romances, contos. Mais o meu desejo enquanto mulher, negra, brasileira, atriz, e professora é o de trazer a cena algo diferente para mim, para os meus alunos, para minha comunidade, para o Estado de Goiás, Estado esse que abriga vários quilombos.

Conversemos com nossos pequenos, futuros homens de sociedade.

Ficha técnica:

Atriz: Renata Caetano

Concepção, roteiro: Renata Caetano

Direção artística: Luciana Caetano

Assistente de direção: Wesley Martins

Cenário: Wagner

Figurino: Renata Caetano

Execução de figurino: Graça Carneiro

Iluminação (Desenho de luz): Rodrigo Assis

Trilha sonora: Fredox.

Designer gráfico: Paulo Caetano

Produção Executiva: Renata Caetano

Serviço:

Espetáculo: Catolé – Em Terra de Preto História e Lendas do Povo de Cor Ingresso: R$ 10,00 inteira e R$ 5,00 meia Local: Centro Municipal de Cultura Goiânia Ouro – Rua 03, esquina com Rua 09, nº 1016, Galeria Ouro, Centro – Goiânia – Goiás.

Mais informações: (62) 3524-2541

Fonte: Palmares

25 de novembro a 01 de dezembro de 2009

Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Em conjunto com a comemoração do Dia Nacional do Samba, propomos a realização de um colóquio onde discutiremos a história da cultura musical negra brasileira, que contará com a presença de pesquisadores renomados, além de artistas do mundo do samba.

Durante cinco dias estaremos discutindo os saberes que foram/são construídos a partir da Diáspora Africana no Brasil. Saberes que foram trazidos nas memórias dos corpos e das vozes dos sujeitos pertencentes às culturas dos Umbundus, Ovimbundus e Congos.

Esses povos Bantus, além do semelhante nível linguístico, mantiveram uma base de crenças, rituais e costumes muito similares, desenvolvendo uma cultura homogênea que se faz presente no cotidiano dos brasileiros.

Indo na contra-mão de uma corrente que destaca o exotismo africano e que insiste em considerar iorubas como sinônimo de africanidade, pretendemos discutir a história desses ancestrais esquecidos que, seqüestrados da África Central, foram levados para a Argentina, Peru, Colômbia, Peru, Uruguai, Suriname, Brasil, Caribe, EUA e Canadá, participando da construção da história do continente americano.

PROGRAMAÇÃO

Dia 25/11

Credenciamento dos Participantes

Horário: A partir das 10:00

Local: Hall do Auditório 91 – Uerj

Mesa de Abertura

Horário: 14:00

Local: Auditório 91 – Uerj

Conferência de Abertura: As Epistemes Africanas na Diáspora

Conferencista: Rémy Bazenguissa-Ganga (Université Lille1/CEAf – EHESS)

Horário: 15:00

Local: Auditório 91 – Uerj

Dia 26/11

Mesa-redonda: Territórios Sagrados Negros no Brasil

Palestrantes: Prof. Dr. José Flávio Pessoa de Barros /Uerj, Prof. Dr. José Jorge de Carvalho/UnB e Profa. Dra. Hebe Mattos /Uff.

Debatedora: Prof. Elisa Larkin/IPEAFRO

Horário: 10:00

Local: Capela Ecumênica – Uerj

Mesa-redonda: O Trânsito Cultural no Atlântico Negro

Palestrantes: Prof. Dr. Robert Slenes/Unicamp, Prof. Dr. Silvio Oliveira/ Uneb, prof. Dra. Edna dos Santos / Uerj (A CONIFIRMAR)

Debatedora: Prof. Dra. Florentina de Souza/UFBa

Horário: 14:00

Local: Capela Ecumênica – Uerj

Confraternização com Feira de Quitutes da Culinária Afro-Carioca

Horário: 19:00

Local: Capela Ecumênica – Uerj

Dia 27/11

Instituições, Festas e Celebrações Negras-Brasileiras

Palestrantes: Profa. Dra. Martha Abreu/Uff , Prof. Dr. Ubiratan Araújo/UFBa e Profa. Dra. Edil Costa/Uneb

Debatedora: Profa. Dra. Regina de Jesus /Uerj

Horário: 10:00

Local: Auditório 111 – Uerj

Rodas de Conversa: Os Sambas da Mangueira

Participantes: Marquinhos de Oswaldo Cruz e Velha Guarda da Mangueira

Horário: 14:00

Local: Auditório 111 – Uerj

Dia 30/11

Mesa-redonda: As Tradições Musicais Negras Brasileiras

Palestrantes: Profa. Dra. Denise Barata/ Uerj , Prof. Dr. Salomão Jovino da Silva/ Instituto Aruanda Mundi e Marquinhos de Oswaldo Cruz/Cantor e Compositor

Debatedora: Profa. Dra. Irenilza Oliveira/ Uneb

Horário: 10:00

Local: Auditório 13 – Uerj UERJ

Rodas de Conversa: Os Sambas da Serrinha

Participantes: Marquinhos de Oswaldo Cruz e Velha Guarda do Império

Serrano

Horário: 14:00

Local: Auditório 13 – Uerj UERJ

Dia 01/12

Conferência de Encerramento: As Tradições Musicais Centro-Africanas no Rio de Janeiro

Conferencista: Prof. Dr. Kazadi wa Mukuna (Kent State University)

Horário: 10:00

Local: Auditório 13 – Uerj UERJ

Rodas de Conversa: Os Sambas de Oswaldo Cruz

Participantes: Marquinhos de Oswaldo Cruz e Velha Guarda da Portela

Horário: 14:00

Local: Local: Auditório 13 – Uerj UERJ

 

Dia 02/12

Comemoração do Dia Nacional do Samba no Trem do Samba

Informações:

Profª Dra. Denise Barata

Laboratório de Oralidade e Memória Africana e da Diáspora

Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas e Formação Humana

Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Rua São Francisco Xavier, 524

Pavilhão João Lyra Filho 12° Andar – Bloco F – Sala 12.111

Maracanã – Rio de Janeiro

Fone: (21) 2234-9398

Fonte: Fundação Palmares

Anotem em suas agendas: no próximo dia 15, como já acontece há cinco anos, membros dos terreiros do Engenho Velho da Federação vão marchar em defesa da paz e contra a intolerância religiosa.

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Caminhada já é realizada há cinco anos. O registro é da realizada em 2006. Foto: Xando Pereira| AG. A ATARDE

A concentração será a partir das 14 horas, no final de linha do bairro, onde fica o busto em homenagem a Doné Ruinhó. Vão engomando a roupa branca que é o uniforme deste movimento em defesa de um dos princípios básicos estabelecidos pela Constituição brasileira: a liberdade de crença.

Fonte: A Tarde Online

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O III Festival Afro terá apresentações de doze grupos de música e dança, autênticos representantes da diversidade cultural afro-brasileira. A coordenação artística dos espetáculos será do ator, diretor e produtor Haroldo Costa e a produção artística ficará a cargo do músico, pesquisador e arranjador Ruy Quaresma. A apresentação do evento será do próprio Haroldo Costa e da atriz Maria Ceiça. Os espetáculos serão realizados de 05 a 08 de novembro, sempre a partir das 19h, no Ginásio do SESC Tijuca. ENTRADA FRANCA.

Mais informações:

www.festivalafro.com.br

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A atriz nigeriana Genevieve Nnaji já fez mais de 100 filmes e é o sucesso do momento no país

É provável que você nunca tenha ouvido falar na atriz que ilustra esta página. Mas ela é uma estrela, acredite. Com mais de 100 filmes no currículo, Genevieve Nnaji, 30 anos, faz parte do grupo das atrizes mais aclamadas de Nollywood, a indústria de filmes da Nigéria. De seus estúdios saem 45 filmes por semana – três vezes a produção de Hollywood, a indústria de cinema americana que originou o trocadilho do nome. Isso faz da Nigéria a maior produtora de filmes do mundo, à frente também de Bollywood, a indústria indiana.

O sucesso de Nollywood chama a atenção antes de tudo pelo contraste. A região africana é cenário de pobreza extrema. Uma criança nigeriana nasce com poucas chances de viver além dos 46 anos, e metade da população ganha menos de US$ 1 por dia. Mesmo assim, cerca de 90% das pessoas dizem assistir a pelo menos um filme por semana. Isso é possível por causa do formato peculiar com que as obras são distribuídas. Esqueça poltronas e ar-condicionado. As salas de cinema na Nigéria são um espaço com 20 cadeiras, um grande aparelho de TV e um DVD. Os filmes são exibidos em troca de alguns centavos ou vendidos em camelôs. Resultado: um negócio de US$ 540 milhões. Na Nigéria existe uma sala simples de cinema para cada grupo de 750 habitantes. No Brasil, há uma para cada 90 mil habitantes.

Além da distribuição, há diferenças também na produção dos filmes. Eles costumam ser feitos com orçamento que não ultrapassa os U$ 40 mil, e a toque de caixa. Com dinheiro contado, é preciso usar pelo menor tempo possível equipamentos alugados e locações. Os roteiros são filmados com câmeras digitais e as histórias invariavelmente retratam tradições, feitiçaria e corrupção. “Eles fazem sucesso porque tratam de temas que têm a ver com a realidade da população”, disse a Época NEGÓCIOS o italiano Franco Sacchi, diretor de um documentário sobre a indústria cinematográfica nigeriana. O resultado não é uma obra-prima da sétima arte. Mas o suficiente para alçar Genevieve e outras atrizes à categoria de superstars – e Angelina Jolie, à de solene desconhecida.

Veja o trailer de Bleending Love, um dos filmes mais vistos de Nollywood:

Fonte: Portal G1

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Grupos estão na luta para conseguir o reconhecimento da sua condição de quilombo, direito já alcançado pela comunidade de Corodaria, em Camaçari. Foto: Haroldo Abrantes| AG. A TARDE

No próximo dia 5, a partir das 15 horas, comunidades quilombolas vão fazer um grande ato de protesto na Praça da Piedade, em Salvador.

Na lista de denúncias estão, principalmente, as pressões que estas comunidades estão sofrendo para abandonar suas terras. São ataques vindos de grupos empresariais e fazendeiros. Durante o ato também será lembrada a demora do Incra em cumprir os critérios para a demarcação das terras.

A luta dos quilombolas é tão antiga quanto a chegada dos primeiros povos africanos ao Brasil. Durante o período de escravidão estes espaços eram destinados a conquistar a tão sonhada liberdade. Com a abolição, a batalha passou a ser a de defesa dos territórios que conseguiram conquistar para preservar a sua ancestralidade.

Até o momento não há uma regulamentação completamente assegurada na legislação brasileira para a garantia de direitos dos povos quilombolas.

O decreto governamental 4887/2003 que flexibilizou as regras para o reconhecimento dos quilombos é alvo constante de ataques como os promovidos pelo DEM e pelo PSDB para que ele seja declarado inconstitucional, ou seja, não há sequer um momento de trégua para estes grupos.

Fonte: A Tarde Online

Luiz-Alberto

Luiz Alberto é autor do Projeto de Lei que inclui os mártires da Revolta dos Búzios no Livro dos Heróis da Pátria. Foto: Fernando Vivas|AG. A TARDE

Foi dado mais um passo para a inscrição dos líderes da Revolta dos Búzios – João de Deus, Manuel Faustino, Lucas Dantas e Luís Gonzaga – no Livro dos Heróis da Pátria: a Comissão de Educação e Cultura da Câmara Federal aprovou o Projeto de Lei 5819/2009, de autoria do deputado Luiz Alberto (PT-BA).

A Revolta dos Búzios, também conhecida por outros nomes como Revolta dos Alfaites, Revolta das Argolinhas e Inconfidência Baiana, ocorreu em 1798 na capital baiana. Os quatro líderes foram mortos por conta da promoção do movimento que tinha um avançado programa de defesa dos Direitos Humanos com destaque para a abolição da escravatura.

Luiz Alberto elaborou o PL depois de receber cópia de um ofício enviado ao ministro da Justiça, Tarso Genro, pelo grupo Cultural Olodum, instituição que tem feito um grande esforço para divulgar o movimento e a história dos seus mártires, inclusive com a publicação de uma cartilha que pode ser usada em sala de aula para aplicação da Lei 10.639/03.

O relator do projeto é o deputado Emiliano José, também do PT baiano, que elaborou uma bela peça como relatório. O projeto segue agora para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Se aprovado, vai para o Senado Federal.

Documento na íntegra abaixo:

http://mundoafro.atarde.com.br/

Fonte: A Tarde Online

Gantois

O Gantois é um dos terreiros reconhecidos como patrimônio nacional. Foto: Marco Aurélio Martins | AG. A TARDE

Está sendo finalizado hoje em Salvador o seminário internacional Políticas de Acautelamento do Iphan para Templos de Culto Afro-Brasileiros. Por conta de outras demandas aqui no jornal, relativas à preparação do especial do Dia Nacional da Consciência Negra 2009 ( daqui a alguns dias conto as novidades), não pude acompanhar de perto.

O objetivo do encontro é abordar as políticas existentes para a proteção dos terreiros que vivem o desafio de enfrentar problemas como o avanço em suas áreas devido ao crescimento urbano desordenado.

O primeiro terreiro a receber o título de patrimônio nacional foi a Casa Branca do Engenho Velho, em 1984. Logo depois foram contemplados o Ilê Axé Opô Afonjá (1999), o Gantois (2002) e o Bate-Folha (2003). A Casa das Minas, localizada no Maranhão, foi reconhecida em 2001.

O encontro contou com a participação da Université Nationale du Bénin; do Institut de Recherche pour le Développément, França; da Universidade Federal de Pernambuco; da Universidade Federal do Maranhão e da Ufba. Para outras informações sobre este assunto vale consultar o site do Iphan.

http://portal.iphan.gov.br/portal/montarPaginaInicial.do

Fonte: A Tarde Online

Professora umbandista diz que foi proibida de dar aulas em unidade de Macaé, dirigida por diretora evangélica

As aulas de Literatura Brasileira sobre o livro ‘Lendas de Exu’, de Adilson Martins, se transformaram em batalha religiosa, travada dentro de uma escola pública. A professora Maria Cristina Marques, 48 anos, conta que foi proibida de dar aulas após usar a obra, recomendada pelo Ministério da Educação (MEC). Ela entrou com notícia-crime no Ministério Público, por se sentir vítima de intolerância religiosa. Maria é umbandista e a diretora da escola, evangélica.

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A professora Maria Cristina mostra desenhos feitos por alunos após a leitura: mães evangélicas se rebelaram. Foto: Paulo Alvadia / Agência O Dia

A polêmica arde na Escola Municipal Pedro Adami, em Macaé, a 192 km do Rio, onde Maria Cristina dá aulas de Literatura Brasileira e Redação. A Secretaria de Educação de lá abriu sindicância e, como não houve acordo entre as partes, encaminhou o caso à Procuradoria-Geral de Macaé, que tem até sexta-feira para emitir parecer. Em nota, a secretaria informou que “a professora envolvida está em seu ambiente de trabalho, lecionando junto aos alunos de sua instituição”.

A professora confirmou ontem que voltou a lecionar. “Voltei, mas fui proibida até por mães de alunos, que são evangélicas, de dar aula sobre a África. Algumas disseram que estava usando a religião para fazer magia negra e comercializar os órgãos das crianças. Me acusaram de fazer apologia do diabo!”, contou Maria Cristina.

Sacerdotisa de Umbanda, a professora se disse vítima de perseguição: “Há sete anos trabalho na escola e nunca passei por tanta humilhação. Até um provérbio bíblico foi colocado na sala de professores, me acusando de mentirosa”.

Negro, pós-graduado em ensino da História e Cultura Africana e Afro-Brasileira, o diretor-adjunto Sebastião Carlos Menezes aguardará a conclusão da procuradoria para opinar. “Só posso lhe adiantar que a verdade vai prevalecer”, comentou. Pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil, Sebastião contou que a diretora Mery Lice da Silva Oliveira é evangélica da Igreja Batista.

ATÉ CINCO ANOS DE PRISÃO

“Se houver preconceito de religião, acredito que deva ser aplicado todo o rigor da lei”, afirmou o coordenador de Direitos Humanos do Ministério Público (MP), Marcos Kac. O crime de intolerância religiosa prevê reclusão de até 5 anos. Em caso de injúria, a pena varia de 3 meses a 2 anos de prisão. O MP poderá entrar com ação pública penal se comprovar a intolerância religiosa. “Caso contrário envia à delegacia para inquérito”, explicou Kac.

Alunos do 7º ano leram a obra: referências ao folclore

Em 180 páginas, o livro ‘Lendas de Exu’, da Editora Pallas, traz informações sobre uma das principais divindades da cultura afro-brasileira. O autor da obra, Adilson Martins, remete ao folclórico Saci Pererê para explicar as traquinagens e armações de Exu.

Na introdução, Martins diz que ele é “um herói como tantos outros que você conhece”. Em Macaé, 35 alunos do 7º ano do Ensino Fundamental leram o livro.

Nas religiões afro-brasileiras, Exu é o mensageiro entre o céu e a terra, com liberdade para circular nas duas esferas. Por isso, algumas pessoas acabam o relacionando a Lúcifer.

O presidente da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, Ivanir dos Santos, garantiu que outros autores de livros, como Jorge Amado e Machado de Assis, sofrem discriminação nas escolas: “As ideias neopentecostais vêm crescendo muito, desrespeitando a lei”.

Ivanir explicou que o avanço da discriminação religiosa provocou o agendamento de um encontro, dia 12 de novembro, com a CNBB: “Objetivo é formar uma mesa histórica sobre os cultos afro e estabelecer uma agenda comum”.

VIVA VOZ

Até mães de alunos me proibiram de falar sobre a África

“Acusam-me de dar aula de religião. Não é verdade. No livro ‘Lendas de Exu’, de Adilson Martins, há histórias interessantes, são ótimas para trabalhar com os alunos. Li os contos, como se fosse uma contadora de histórias, dramatizando cada uma delas. Praticamos Gramática, e os alunos ilustraram as histórias de acordo com a imaginação deles. Não dá para entender por que fui tão humilhada. Até mães de alunos, evangélicas, me proibiram de falar sobre a África”.

MARIA CRISTINA MARQUES, professora, 48 anos

Fonte: O DIA Online

 

TV FTC apresenta uma visita ao Centro de Estudos Afro-Orientais (CEAO) e a seus outros espaços de atuação: CEAFRO e MUSEU AFRO-BRASILEIRO. Estes órgãos buscam educar, informar e ilustrar a presença e contribuição do povo negro como fator essencial para a formação da identidade brasileira.

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