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Hoje é dia de Oxum

Publicado: dezembro 8, 2013 em Notas!
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Numa livre interpretação, o espelho do orixá Oxum, sempre associado à vaidade e à feminilidade, também serve para que as pessoas se reconheçam, se identifiquem e elevem seu amor próprio e sua autoestima. E quem diria que uma freira franciscana faria desse espelho sua vida?

Foto: Arquivo pessoal
Irmã Telma usa a dança para trabalhar a autoestima de crianças e adolescentes da periferia de SP

Deus escreve certo por linhas tortas, diz um ditado cristão. Às vezes, porém, essas linhas são tão tortuosas quanto o gingado dos corpos que executam algumas danças de origem africana. E é com vibração que a irmã Telma Maria Coelho Barbosa conta o quanto suas aulas de dança e os desfiles que organiza têm ajudado crianças da periferia de São Paulo e de cortiços na região central da cidade a se sentirem mais belas, mais ricas culturalmente, mais felizes. Para irmã Telma, “essa é uma forma de Deus operar em suas vidas, tornar esses meninos e meninas mais fortes para enfrentarem, com dignidade, todas as adversidades, que não são poucas.”

Maranhense, dançarina e professora de danças populares brasileiras, como o Tambor de Crioula, típico de seu estado natal, irmã Telma atua nos Centros Franciscanos de Acolhimento (CFA’s) do Jardim São Luís, na zona sul da capital paulista. “Nossas aulas e oficinas culturais são ministradas nesses espaços de ensino não formal, que funcionam no contraturno escolar das crianças e adolescentes, em situação de vulnerabilidade”, explica a freira que também é massagista, especializada em massoterapia, capoeirista e percussionista. O mesmo trabalho com crianças ela também executa no bairro da Liberdade, onde existe um grande número de moradores de cortiços.

Militante de carteirinha do Movimento Negro, irmã Telma coordena o Grupo de Religiosos Negros (as) e Indígenas (Greni), de São Paulo, e também é integrante da Coordenação dos Agentes de Pastorais Negras (APN’s), do Estado de São Paulo, além de fazer parte da diretoria da Educafro onde, há mais de 20 anos, trabalha com o Frei David, na inclusão de afro-brasileiros em universidades e no combate às desigualdades raciais.

Foto: Arquivo pessoal
“Todo o meu trabalho tanto dentro da Congregação quanto fora sempre foi e será com o recorte racial, falando de cultura negra”, diz irmã Telma. As imagens comprovam sua afirmação
Foto: Arquivo pessoal

Negra, mulher, religiosa 
“Quando alguém afirma que esse tipo de atividade à qual me dedico, desde muito nova, pode ser conflituosa com minha vida religiosa, eu sempre respondo que não nasci freira. Essa é minha vocação e opção de vida. Nasci mulher e negra. A causa feminina, porém, tem muito mais respaldo da mídia e de instituições, mas a de nossa origem étnica é sempre subestimada. Por isso eu a priorizo. E sei que assim agrado a Deus e cumpro a missão que a mim ele destinou. Todo o meu trabalho tanto dentro da Congregação quanto fora sempre foi e será com o recorte racial, falando de cultura negra.” Diante dessa afirmação da freira, não causa estranheza vê-la com suas roupas coloridas e adereços, ora dançando, ora tocando atabaque ou jogando capoeira, geralmente em função de liderança e promovendo eventos, como os do Projeto Beleza Negra, que ela criou. “Nosso grupo Conexão Dançar África Brasil, por exemplo, resulta da luta pela afirmação de homens e mulheres, orgulhosos de nossa cultura e de nossos ancestrais. Somos sujeitos de direito, comprometidos com uma causa comum”, garante.

Hoje, um grande sonho dessa freira é obter um espaço em que possa acomodar e expandir seu Acervo Afro, composto por tecidos dos mais variados, utilizados em amarrações de roupas de inspiração africana, indumentárias originárias da África, bonecas negras, instrumentos de percussão, além de fotografias, DVDs que documentam trabalhos realizados e outros que são utilizados nas aulas e oficinas.

 
Foto: Arquivo pessoal
Foto: Arquivo pessoal
A vida religiosa não impede irmã Telma de utilizar a arte em seus trabalhos
Foto: Arquivo pessoal

Que mulher é essa? 
A história de Telma Maria começa de uma maneira tão inusitada quanto ela: grávida, a quebradeira de coco babaçu, Nila viajava na cangalha sobre o lombo de um jumento, vinda do interior, em direção à capital maranhense de São Luís. Na cidade de Vitória do Mearim, a menina nasce. Firmino, o pai, é lavrador e arranja um trabalho por ali, numa roça. Um tempo depois vão para São Lourenço, no sertão e depois seguem para São Luís, onde ele vai trabalhar de pedreiro. Anos depois, seguem para o Rio de Janeiro, Brasília e Tucuruí, no Pará, onde ajuda a construir a barragem de uma hidrelétrica. Das seis crianças de Nila, só quatro meninas sobrevivem e, mais tarde, uma delas também morre. “Mamãe também já se foi. Hoje tenho apenas duas irmãs, uma das quais cuida de meu pai, com 82 anos, que anda muito doente”, comenta.

Confessa que era a mais moleca de todas as filhas do casal. “Eu vivia empoleirada nos galhos mais altos de um ingazeiro. Ali, sonhava mais alto ainda. Queria conquistar o mundo. Criada com leite de cabra e de babaçu, apesar de pequenina, sempre fui muito forte. Com oito anos, conheci uma freira que trabalhava com crianças e decidi que eu queria ser como ela. Mamãe era contra. Dizia que negra em convento vai direto para a cozinha, feito escrava. Mas, em 1971 ela morreu e eu entrei para a Congregação das Irmãs Franciscanas de Ingolstadt”, conta Irmã Telma.

Essa ordem religiosa nasceu na Alemanha, há 774 anos. Depois de realizar os primeiros estudos em Londrina, Telma fez os votos de pobreza, obediência e castidade. Realizou seu trabalho de apostolado em vários pontos do Brasil. “Mas o que eu queria mesmo era trabalhar com as crianças. Por isso hoje me sinto realizada.” Além de ensinar danças de origem africana, ela também toca atabaque, agogô, afoxé, pandeiro, xequerê e panderola de bumba meu boi na bateria do Akomabu, um bloco afro do Maranhão, cujo nome quer dizer a luta não deve morrer.

Com suas lentes de contato verdes, irmã Telma confessa: “Sou muito vaidosa. Gosto de meu cabelo de mulher negra e ora o deixo black, ora trançado, algumas vezes com fitas e miçangas, gosto de deixá-los ao estilo abanjá. Já usei dreads, turbantes e amarrações com tecidos. Somos feitos à imagem e semelhança de Deus e, se não nos amamos, não O amamos também. E é só me amando que conseguirei estimular as crianças a se amarem.” Ela garante que a vaidade e suas atividades não ferem nenhum de seus votos religiosos e que mantém sua fé inabalável. Uma fé que ela jamais dissociará de sua negritude, esse espelho no qual quer ver todas as crianças refletidas.

“JÁ USEI DREADS, TURBANTES E AMARRAÇÕES COM TECIDOS. SOMOS FEITOS À IMAGEM E SEMELHANÇA DE DEUS E, SE NÃO NOS AMAMOS, NÃO O AMAMOS TAMBÉM. E É SÓ ME AMANDO QUE CONSEGUIREI ESTIMULAR AS CRIANÇAS A SE AMAREM”

Fonte: Raça Brasil

Hoje é dia de Oxum

Publicado: dezembro 8, 2012 em Notas!
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Cantiga – Oxum

Publicado: julho 2, 2011 em Candomblé, Cantigas
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O papel das mães do ponto de vista religioso é destacado por Mãe Stella. Foto: Marco Aurélio Martins | Ag. A TARDE| 29.01.2009

Por Mãe Stella d’Oxossi*

É comum dizermos que dia das mães é todo dia, mas é muito bom termos um dia especial, em que todos podem e devem fazer uma homenagem mais específica àquelas que não só proporcionam o maior dom – o da vida, como também dedicam uma grande parte de seu tempo e energia para, numa vigília constante, tentar formar cidadãos de verdade.

Pelas razões anteriormente descritas, é que em nossa prática religiosa, Culto aos Orixás, é fundamental que comecemos o dia louvando as mães. No meu caso, em que minha mãe cedo partiu para o Orún (mundo dos ancestrais), digo: “Yiá mi, ki tobi mi, ló jó, gbà mi lóni efiedeno” = “Minha mãe, que me deu nascimento e educou, mas que já se foi, proteja-me neste dia, tenha paciência comigo”.

E elas precisam ter paciência mesmo! Como sabiamente diz o povo: “uma mãe é para cem filhos, mas cem filhos não são para uma mãe”. Imaginemos, então, uma mãe de quinhentos filhos. Impossível?… Não! Assim são algumas Iyalorixás, termo que na língua yorubana significa Mãe de Orixá, comumente denominada de Mãe de Santo. Nunca é demais lembrar que Orixá é a Essência Divina de cada um de nós.

Uma pessoa é Iyalorixá porque através de rituais religiosos é capaz de trazer esta energia para se manifestar no Aiyé – a Terra. Dizem que mãe é tudo igual. Isto pode até parecer verdade. Um olhar mais apurado, no entanto, identifica as características individuais que elas possuem, tanto no mundo espiritual, como no humano. No geral, toda mãe é doadora, mas a vida também nos mostra mães que jogam seus filhos no lixo, que os colocam para roubar, fazendo deles veículos para sustentar seus vícios físicos e morais.

Estes comportamentos, que nos parecem monstruosos, servem para mostrar que não somos capazes de compreender mais profundamente os mistérios da vida e que não podemos julgar o que não compreendemos. Só nos resta, diante de tais fatos, fazermos exercícios diários de compreensão, perdão e pedidos ao Superior, no sentido de nos dar condições para, através do auto-aperfeiçoamento, sermos capazes de estimular as pessoas que cometem tais atos a buscarem uma evolução maior.

A diversidade do comportamento maternal nos é mostrado através dos mitos das Àyabás – orixás femininos. Nanã simboliza a mãe que deposita uma expectativa nos filhos e que se aborrece quando esta não é correspondida. Iyemanjá é a mãe rigorosa, é ela a responsável por orientar a conduta de sua descendência. Oxum, a delicada, que com ”dengo” se ocupa dos aspectos físicos das crianças, ensina comportamentos de higiene e aparência social, valor de extrema importância, pois a vaidade física facilita toda e qualquer conquista. Yansã é a guerreira, aquela que ao precisar sair para a luta diária deixa um par de chifres de búfalo com seus filhos, para que possam chamá-la a qualquer momento para socorrê-los; quando isso acontece, ela chega rápida como o vento – Oyá tètè (Yansã vem rapidamente).

Chegamos à sacralidade da palavra mãe, que representa o cuidar do outro como uma parte de si. É amor no sentido mais belo da palavra. Uma criança aceita tudo, menos que xingue sua mãe, ela é sagrada, ela é amor. Também, quando somos cuidados com esmero por outra pessoa, dizemos que ela é uma mãe para nós. Nada mais justo, então, que louvemos da forma que a cultura de cada um pede, aquelas que sacralizaram seu ventre ao gerar uma criança.

Temos o dever de guardar em nosso coração um lugar de gratidão por todas as mães vivas, demonstrando este amor com palavras ou atitudes, a fim de que a graça da maternidade as faça felizes e dê força e energia para enfrentar e vencer com dignidade a nobre tarefa que lhes foi confiada. Como diz a tradição oral: “Filhos criados, trabalhos dobrados”. Quanto às mães que nos anteciparam na partida, nunca devem ser esquecidas, pois temos certeza de que não apenas foram, mas que continuam sendo as guardiãs dos frutos que geraram. A alegria maior de toda mãe, além de receber presentese carinhosos abraços e beijos, é saber que o fruto de seu ventre está feliz e é capaz de transmitir esta felicidade para todos.

*Maria Stella de Azevedo Santos é Iyalorixá do Ilê Axé Opô Afonjá

Mãe Railda

Publicado: abril 26, 2011 em Candomblé, Ketu, Personalidades
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Vilson Caetano relata características de Oxaguiã. Foto: Fernando Amorim | Ag.A TARDE| 22.09.2006

Por Vilson Caetano*

Oguian, ou simplesmente Oxoguian, é um dos orixás mais emblemáticos do candomblé. Sobre ele também recai uma série de segredos rituais guardados pelos terreiros, embora muitas coisas já se tenham escrito. Acredita-se que Oxoguian liga-se à música e, como os orixás Xangô e Oxun, adora festas, razão pela qual ele recebe musicas especiais nas nações ijexá e fon, reinos africanos que emprestaram seus nomes a ritmos.

Anteriormente já mencionamos que Oxun combinou os sons, formou as notas e inventou a música. De acordo com uma de suas histórias, ela teria dançado pela primeira vez na presença do rei e fez todo o mercado lhe acompanhar. Teria sido por este motivo que Iya Caetana, filha de Oxun, a fim de agradar Oxoguian, certa ocasião, enviou clarins para homenagear o orixá de sua amiga Massi, então Iyalorixá do Engenho Velho, ato que vem se popularizando nos terreiros de candomblé de todo o Brasil.

Os mitos afro-brasileiros sobre este ancestral nos permitem perceber que Oguian liga-se a comida. A sua festa é o ponto culminante do chamado Ciclo das Águas, representado pelos inhames novos presenteados pela terra após um período de dificuldades. Oxoguian, assim, é o dono do pão. É ele quem garante o nosso sustento de cada dia representado pelas raízes.

Oxoguian em momentos de crise representa a estabilidade; em ocasiões de guerras, a estratégia; na tristeza é a alegria, no fim é o recomeço.

Oxoguian é o orixá do renascimento. Tudo que forma um ciclo se mantém graças a ele. Este é o motivo pelo qual no dia a ele consagrado se realiza uma pequena procissão. Ele representa a volta para a casa, a estabilidade dos grupos que até então vagavam sem destino.

Oxoguian põe um ponto final no fim e inaugura aquilo que é infinito, pois diante dele tudo é recomeço. Está explicado o porquê, após a sua festa, a liturgia afro-brasileira passa a celebrar os orixás considerados civilizadores como Exu, Ogun, Ode, Ossain e Obaluaiyê.

Oxoguian realiza a passagem entre os chamados ancestrais fundadores da humanidade e aqueles que se ligam à fixação dos primeiros reinos. Este fato é ilustrado na história que diz que Oxoguian saiu pelo mundo a fim de expandir a sua cidade e ao retornar transformou Ejigbô numa grande cidade.

Desta maneira, Oguian liga-se a vários ancestrais. De acordo com suas histórias, ele teria passado em Irê, a terra de Ogun e graças à sua inteligência idealizou armas forjadas pelo ferreiro dos orixás. A amizade entre o povo de Ejigbô foi tanta que Ogum, certa ocasião, se ofereceu para ir à frente de uma batalha lutar pelo povo de Oguian que na volta foi aclamado senhor.

Diz-se também que o orixá que adora inhames é amigo inseparável de Oyá, com quem anda sem pisar no chão, levado pelo vento que lhe conduz a todos os lugares.

Com o orixá Xangô, coluna central do culto reorganizado no Brasil pelos iorubas e seus descendentes, Oguian se relaciona como outrora os reinos de Ejigbô e Ifon estavam ligados à Oyó, fato relembrado pelo pilão, instrumento de vital importância para a fixação dos grupos na terra.

O pilão como o ferro ilustra uma nova etapa da história da humanidade. A partir dele, pode-se falar em comidas mais elaboradas, preparar a farinha e conservar melhor os alimentos. Se o pilão é o centro do mercado, a mão de pilão é o instrumento que repete o movimento que liga o céu à terra, garantindo a nossa permanência através da comida, do pão dado em forma de presente por Oxoguian.

Oxun é verdadeiramente o coração de Oguian. Ela dança também para ele. É Oxun quem vai a frente das mulheres da terra de Ijexá que inventaram um tipo de tambor apenas tocado por elas. Instrumento na sua origem feminino como as cabaças, cujo som remete ao mesmo produzido na vida uterina.

Oxun teria ensinado estes sons para a humanidade, escutando a sua própria barriga. Oxoguian como já falamos, relaciona-se também com os orixás caçadores e caçadoras. Daí a sua relação com Oxossi, considerado líder e cabeça da grande caçada.

Mantém relações também com Ewá, ilustrada através de uma das passagens míticas mais emblemáticas. Ewá, aquela que tem o poder de transformar-se em qualquer coisa, lhe teria salvo da morte, garantindo assim a continuidade do ciclo da vida.

O orixá que carrega todas as armas, ora caçador, ora rei, ora a guerra, mantém relações também com Iyá ori, conhecida como Iyemanjá, pois ela é responsável pelo equilíbrio. Iyemanjá é o principio ancestral do significado. Em outras palavras, o mundo só é inteligível, graças àquela que mantém as nossas cabeças.

Por fim, Oguian relaciona-se a Oxalá e todos os ancestrais que representam o começo da humanidade. Talvez tenha sido por isso que os africanos quando reorganizaram o seu culto no Brasil, lhe aproximaram tanto destes, a ponto de em alguns momentos ser confundido com eles.

Oxoguian anda através de passos mais rápidos, determinados. A guerra,a prontidão, o alerta nunca lhe precedem, pois ele é a própria luta, relembrada num de seus títulos de pronúncia mais evitada: “Baba lorogun”, literalmente “pai da guerra”.

No último domingo, o Terreiro Pilão de Prata celebrou a sua principal festa. A casa fundada a meio século cobre-se de azul e branco para homenagear Oxoguian, ancestral a quem o Babalorixá Air José foi consagrado por Tia Massi e sua tia consangüínea Caetana Bangbose.

Este ano, os clarins introduzidos por Mãe Caetana na Casa Branca, soaram mais fortes, pois a casa chamada Ilê Odô Ogê, completa cinqüenta anos. Segundo o Pai Air, são cinquenta anos de dedicação aos orixás. Cinqüenta anos de gratidão a Oxun. Cinqüenta anos de compromisso com o axé Bangbose.

São cinquenta anos que convidam a comunidade a refletir não sobre os anos que passaram, mas sobre a sua trajetória de vida. Assim, a celebração é de toda casa. Afinal, durante este meio século de história, o maior patrimônio constituído foram as pessoas que em torno do Pilão se reúnem para reafirmar o compromisso de nunca interromper esta festa, garantindo assim a eterna alegria de Oxoguian, verdadeiramente orixá do sorriso.

*Vilson Caetano é pós-doutor em antropologia e professor da Ufba

 

Fonte: Palmares

 

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