África rejeita acordo prejudicial aos seus interesses em Copenhagen

Copenhagen, Dinamarca (PANA) – O primeiro-ministro etíope, Meles Zenawi, porta-voz de África na Conferência sobre a Mudança Climática em Copenhaga (Dinamarca), anunciou quarta-feira que o continente africano rejeitará um acordo global susceptível de prejudicar os seus interesses fundamentais.

Zenawi disse que África está determinada a assegurar-se que a conferência vai desembocar num acordo que será susceptível de satisfazer todas as partes, caso contrário nenhum acordo será assinado.

“Não se trata duma ameaça”, precisou, explicando que é mais “uma promessa solene de África de trabalhar para um acordo justo e equitativo”.

O porta-voz de África acusou os países desenvolvidos de serem responsáveis pela miséria e pela morte dos Africanos que, afirmou, são vítimas do aumento intensivo das emissões de carbono que asseguram aos países desenvolvidos riquezas e bem-estar.

“Estamos aqui como vítimas do passado mas actores do futuro e exortamos os continentes para que, juntos, construamos um futuro justo e melhor para cada de nós”, acrescentou.

Desde segunda-feira passada, data do arranque da conferência, África, que faz parte do Grupo dos 77 e a China estão de acordo com as suas exigências no procedimento das negociações.

O Grupo dos 77 criticou os países desenvolvidos partes no Protocolo de Quioto, acusando-os de buscar desmantelar o Protocolo e substituí- lo por um acordo mais completo, mas que na realidade é mais fraco e que será susceptível de manchar e retomar a Convenção e o Protocolo de Quioto.

O chefe da delegação sudanesa, Nafie Ali Nafie, que falou em nome do Grupo dos 77 e a China, deplorou terça-feira na reunião dos ministros o facto de o Protocolo de Quioto ter resultado de maneira contínua nos atrasos notados nos trabalhos e explicou porque nenhum prazo foi respeitado no tocante às conclusões sobre a redução de todas as emissões ou a redução das emissões para cada país.

O Grupo dos 77 e a China salientou a importância de manter os resultados bilaterais, afirmando que o Protocolo de Quioto é um instrumento essencial que elabora as vias que podem permitir aos países desenvolvidos partes do Protocolo honrar os seus engajamentos de redução das emissões assumidos no quadro da Convenção.

“Opomo-nos a um acordo susceptível de substituir o Protocolo de Quioto ou torná-lo redundante. O segundo período de engajamento do Protocolo de Quioto é mínimo para o Grupo sem o qual será impossível desembocar num acordo global em Copenhaga”, indicou Nafi.

O Grupo disse estar preocupado pela organização dos trabalhos desde a abertura da conferência e pela maneira como os resultados dos trabalhos em curso dos Grupos de Trabalhos Ad Hoc serão tomados em consideração e integrados nas resoluções da conferência.

Quarta-feira, a presidente dinamarquesa da 15ª Conferência das Nações Unidas sobre a Mudança Climática (COP15), Connie Hedegaard, demitiu- se. Ela foi substituída pelo primeiro-ministro dinamarquês, Lars Loekke Rasmussen.

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