Infância retratada

As lentes do fotógrafo Adriano Ávila mostram a vida simples, porém feliz, de crianças quilombolas. No dia a dia, os videogames e os computadores dão lugar às brincadeiras tradicionais e ao contato com a natureza. Com criatividade e imaginação, elas ainda cultivam os valores familiares que preservam a cultura de seus antepassados.

Chupeta e pandeiro

No cafundó – comunidade quilombola no interior de são Paulo – a pracinha em frente à igreja é palco para as frequentes rodas de samba feitas pelos moradores. Naturalmente, as crianças vão se agregando e aprendendo a fazer música, a produzir sons e ritmos que influenciam no modo de pensar e perceber o mundo ao seu redor.

Madeira, fios e criatividade

Em Tapuia, vila de pescadores próxima à Península de Maraú, na Bahia, os pequenos constroem seus próprios brinquedos. Mesmo sem recursos, a criatividade está sempre em alta. O caminhãozinho de carreto, por exemplo, tem fios no lugar do volante.

Para voar…

Em Porto de Trás, Itacaré, Bahia, comunidade quilombola vive da pesca. Enquanto os pais ganham a vida no mar, crianças fazem suas próprias pipas com sacolinhas plásticas, isso quando não estão em uma roda de capoeira à beira-mar.

Pequeno Engenheiro

acima, Gabriel prepara a terra onde pretende construir uma estrada, uma garagem para o seu carrinho, um posto de gasolina e uma escola… Ele vive em são Miguel do Cajuru, pequeno arraial em São João del Rei, em Minas Gerais.

Coisa de menino

No quilombo ambuba, na Bahia, crianças brincam enquanto a mãe lava a louça do almoço nas águas da Bahia de camamu. Para os meninos, porém, a diversão é deixada de lado por algum tempo. Motivo? são eles os responsáveis de carregar a louça limpa para casa.

Mundo encantado

Numa vila de produtores de cacau em Itabuna, elas passam a maior parte do tempo em contato com a natureza. Quando não estão na roça com os pais, ficam em volta da lagoa bem na entrada do vilarejo. ali, a imaginação é o principal combustível para a diversão.

Pensando no futuro

É comum nas fachadas do quilombo do Porto de Trás, a criança enrabichada na mãe que fica de bate papo com a vizinha. ali ela almoça, cuida do cabelo, brinca com as amiguinhas e, o mais importante, não descuida da lição de casa. Estudar é preciso e elas sabem muito bem disso.

Sujas, Não! Felizes!

No cafundó, em salto de Pirapora, interior paulista, elas pescam, nadam e ainda fazem estripulias com a argila tirada do lago.

Acesso difícil

Na Praia da Barra do serinhaém, em camamu, as crianças aguardam ansiosas a chegada da professora. Ela navega aproximadamente uma hora e meia até a escolinha. O único acesso é de barco, mas para a educadora, o esforço compensa. as crianças de camamu só têm a agradecer…

 

Fonte: Raça Brasil

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