Ele é samba, e de primeira!

Entrevistar o cantor, compositor e escritor Martinho da Vila é garantia certa de escutar saborosas gargalhadas. Martinho foi o primeiro a elevar o samba à categoria nobre de outros gêneros da música brasileira, como a MPB, inclusive como um produto vendável.

Um dos seus discos, Tá Delícia, Tá Gostoso, de 1995, ultrapassou a marca de um milhão de cópias vendidas. O sucesso acabou gerando um fato até então inédito: desde 1969, data de seu primeiro disco, Martinho da Vila, o artista não havia ficado um ano sequer sem gravar, mesmo em formato ao vivo. Martinho é um apaixonado pela Vila Isabel, escola de samba que já desfrutou de muitos sambas-enredos compostos por ele. A devoção é tanta que Martinho chegou a gravar um disco inteiro dedicado a Noel Rosa, o eterno poeta da agremiação carioca. O novo trabalho, Lambendo a cria é fruto de sua convivência com cinco de seus oito filhos, que dividem as faixas do disco com o pai. Na entrevista, Martinho reconhece que, mesmo não querendo, deu uma mãozinha para que eles seguissem a mesma carreira. Artista de múltiplos talentos (cantor, compositor, inclusive de sambas-enredo, e escritor – são dez livros lançados), Martinho da Vila, de 73 anos, recebeu a nossa equipe em um hotel em São Paulo e, no melhor estilo “papo de bar”, falou de tudo um pouco: início da carreira, novo trabalho, filhos, família, Wilson Simonal, Nara Leão e, claro, do samba, gênero que ajudou a colocar na mídia e que fez dele um dos artistas mais conhecidos do Brasil

Você lançou o CD e DVD Lambendo a Cria, com a participação de cinco dos seus oito filhos. Fale um pouco desse seu novo trabalho.
Esse trabalho vinha sendo gestado faz algum tempo. Primeiro, pensei fazê-lo somente com a minha família musical, que é a banda, porque nos shows sempre abro para algum deles tomar conta do palco. Todos os integrantes da minha banda são artistas e têm suas carreiras individuais. Pensei em fazer um CD em que cada integrante da banda tivesse a sua faixa, como acontece nos meus shows, cada um tem seu momento. Assim é o CD, agora junto com a minha família; Mart`nália, Juliana, Felipe (Tunico), Maíra e Larimar (Analimar). Foi legal. Cada um tem uma faixa no CD.

Geralmente os artistas ficam apreensivos quando os filhos decidem seguir a mesma carreira, pois há cobranças, comparações, além das incertezas. Você vê com bons olhos a carreira dos seus filhos? 
Não! Nisso aí eu sou contraditório comigo, com meu pensamento mesmo. Ninguém deve ter um filho e incentivar que ele siga a profissão que você escolheu em alguma área artística, seja ator, pintor, dançarino, jornalista (olha para mim e diz rindo que jornalista pode), mas escritor não, tampouco cantor. Você pode é abrir o espaço para eles fazerem alguma coisa e, paralelamente tem que incentivá-lo a estudar e ter uma profissão fora da área artística.

 “NO DURO, EU NUNCA SOFRI MUITO PRECONCEITO. QUASE TODO MUNDO FALA QUE SOFREU PRECONCEITO, MAS EU NÃO. PRIMEIRO, NUNCA PERMITI. SEGUNDO, NÃO SOU DE FICAR COMENTANDO E, TERCEIRO, PORQUE EU ME IMPONHO MUITO. SEMPRE FUI ASSIM, DESDE O INÍCIO”


Martinho da Vila e o repórter Amilton Pinheiro, em papo descontraído em um hotel de São Paulo

Diz isso pensando na instabilidade que uma carreira artística tem? Você, por exemplo, saiu definitivamente do exército para seguir a carreira de cantor. 
Realmente a carreira artística é muito instável. A maioria dos que a seguem fica frustrada. Quando se é filho de artista e esse artista faz sucesso, o filho pensa em segui-lo e trilhar o mesmo caminho, mas poucos são os artistas que conseguem ter uma carreira longa. Eu sempre falei isso, e contraditoriamente, sempre levei os guris comigo para os shows e os botava-os para fazer alguma coisa, um vocal ali, tocar um instrumento aqui. E acabou que eles gostaram. Sem querer, os alimentei para seguir os meus caminhos.

Quem foi a pessoa tão importante no início da sua carreira? 
Marcus Pereira, um grande cara, era empresário e publicitário de São Paulo. Ele tinha uma empresa de publicidade, que já era grande na época. Era muito socialista. Todos os empregados dele tinham comida na empresa, que possuía cantina. Almoçavam e jantavam lá. O Marcus Pereira era assim. Ele fez um mapeamento musical do Brasil, o que se fazia de música no Nordeste, no Sul, no Sudeste, no Norte.

Essa garantia era certa mesmo? 
Ele tinha uma empresa muito sólida. Bem, não existe empresa sólida, mas aparentemente era. Então, ele falou: “Você pode dar baixa (do Exército) que, na pior das hipóteses, tem emprego aqui. Já era uma garantia.

 “EU SEMPRE BEBI BEM, MAS QUANTO MAIS EU BEBIA, MELHOR EU FICAVA. FUI FICANDO COM MEDO DISSO, POIS A GENTE VAI ENVELHECENDO E TENDO QUE TOMAR MAIS CUIDADO COM A SAÚDE, COM OS EXCESSOS. MAS CONTINUO BEBENDO, AGORA DE UMA FORMA MAIS REGRADA, DIGAMOS”

Você também tinha a garantia de poder voltar para o Exército, pois tirou uma licença para participar de um festival de música (III Festival da Música Popular Brasileira, na Record, em 1967) e, se não me engano, tirou outra depois. 

Tirei uma licença, mas a segunda foi quando eu ia dar baixa mesmo. Lembro que, na época, ele disse assim: “É melhor você dar baixa nisso. Se não der certo, na pior das hipóteses, você trabalha aqui comigo”.

Sua carreira começa de fato em 1969, com o lançamento do disco Martinho da Vila, porém, antes disso, você tinha participado de um festival em 1967, cantava em alguns lugares e estava no Exército como sargento.

Isso. Para participar desse primeiro festival de música, tirei licença para cantar. Eu pensava assim: “Quando passar essa onda de festivais, eu volto tranquilamente”. O Exército era um local de trabalho. Ser sargento lá era uma profissão como outra qualquer, que nem trabalhar numa empresa. Ser policial é também um emprego, não é uma ideologia, entendeu? Mas, felizmente, deu muito certo!

E numa época de extremos, pois tinha acabado de ser instituído o AI5 (Ato Institucional número 5, que restringia a liberdade dos indivíduos), em 1968. 

É. A maioria dos artistas mais conceituados que estão aí são daquela fase; Chico (Buarque), (Gilberto) Gil, Caetano (Veloso), Gal (Costa) entre outros.
Seu primeiro trabalho estourou de uma forma que ninguém esperava. O escritor e jornalista Sérgio Cabral falou que você foi um dos primeiros sambistas a vender bem. É isso mesmo?

Não se vendia muito samba. Quando eu cheguei, o samba estava muito fora da mídia de uma maneira geral. Foi um período que tinha no Brasil muitas coisas. A bossa nova, um samba mais sofisticado, tinha feito sucesso, mas as pessoas diziam que aquilo não era samba. Só Vinicius de Moraes que falava “Isso é samba”. Esse tipo de samba que eu faço, que o Paulinho (da Viola) faz, estava muito fora da mídia e dos ouvidos das pessoas. Então, quando eu “explodi”, o samba estava muito tempo fora da mídia, e, isso, de alguma forma, me ajudou, pois as pessoas estavam querendo escutar samba de verdade. Dei essa sorte também.

Foi um momento propício para que o samba voltasse a ser escutado e apreciado novamente. 
Exatamente. Já existia o Jair Rodrigues (um samba mais paulista), havia a Elza Soares, o Ataulfo (Alves) ainda estava vivo, mas já no final da carreira.

Como não tinha uma produção grande de samba, meu disco era o único, praticamente. Alguns colegas seus da imprensa da época anunciavam: “Surgiu um artista que criou um novo samba”. Era o Partidão (Partido Alto) que estava tão fora e que eles achavam que eu tinha inventado. Os sambistas antigos ficaram chateados comigo e diziam: “Ele não inventou nada”. Mas eu sempre falava nas entrevistas que não tinha inventado nada daquilo, que já existia. A batida que eu fazia, ninguém fazia mais. Retornei uma coisa antiga, revivi uma coisa antiga. Não foi porque quis reviver aquilo, foi acontecendo meio que por acaso.

“A RELIGIÃO DIZIA QUE QUEM SE MATAVA ERA UMA PESSOA CONDENADA ETERNAMENTE, POIS NINGUÉM TINHA O DIREITO DE TIRAR A PRÓPRIA VIDA. EU TINHA ESSE CONFLITO RELIGIOSO E TAMBÉM SENTIA UMA COISA NEGATIVA PELO FATO DO MEU PAI TER SE MATADO E DEIXADO MINHA MÃE SOZINHA PARA CRIAR CINCO FILHOS”

Na época, a bossa nova não ajudou a divulgar mais o samba de raiz, a tirar um pouco do preconceito que a sociedade branca tinha em relação ao samba do negro? 

Não, porque o pessoal da bossa nova tinha outra postura. O samba tem uma origem. Hoje está tudo mais misturado, mas naquela época as coisas eram mais setorizadas, entendeu? Então, a origem do samba, as pessoas evitavam um pouco. O samba já nasceu discriminado. A bossa nova era vista como um samba de brancos, tanto que a bossa nova, no início, era muito alienada. A primeira fase só falava em praia, mulher, mar, barquinho, sol. Ou seja, nada que falasse de nada, até surgir Nara Leão, aí ela botou a questão brasileira na bossa nova.

Nara Leão teve uma carreira diversificada e muito ousada nas escolhas do repertório e na postura artística, inclusive enfrentando a ditadura. 
Muito ousada, realmente.

No primeiro disco, todos esperavam que Nara cantasse músicas da bossa nova, mas não, cantou Zé Kétti e os sambistas do morro carioca, negando, de certa maneira, sua origem musical. 
Ela chegou até a falar: “Eu não quero mais saber da bossa nova”, quando as pessoas chegavam dizendo que ela não deveria cantar aqueles sambas. Eu fiz um espetáculo com a Nara Leão na Boate Sucata, no Rio de Janeiro, local sofisticado, só frequentado pela elite carioca e de outros estados. As pessoas estranharam quando ela decidiu me chamar para participar do espetáculo. Ela ajudou a quebrar muitos preconceitos. Nara Leão foi fantástica como pessoa, como artista, como mãe, esposa e mulher.

Nessa época começaram a surgir os boatos que você ficava com ela. Você sempre teve fama de pegar as mulheres à sua volta. O que tinha de verdade nesses boatos? 
É, sempre existiu essa confusão, mas não tinha nada a ver. Nara era muito querida. Esse espetáculo que fiz ao lado dela tinha um momento muito especial, quando eu dançava com Nara na pista. Aquilo era como se fosse um escândalo.

A Nara, musa da zona sul, dançando com um cara negro da zona norte. Era como hoje na novela, um branco beijando um negra ou vice-versa. Ainda causa certo espanto, não tanto quanto naquela época. A gente dançava, e as pessoas começaram a inventar coisas ao nosso respeito. Criaram muitas histórias comigo que não tinham nada a ver, era só camaradagem.

Você sentia que o preconceito racial era muito forte?

Sentia não, percebia. Sempre tive uma visão do Brasil como ele é, entendeu? No duro, eu nunca sofri muito preconceito, quase todo mundo fala que sofreu preconceito, mas eu não. Primeiro, nunca permiti. Segundo, não sou de ficar comentando e, terceiro, porque eu me imponho muito. Sempre fui assim, desde o início.

“O SAMBA JÁ NASCEU DISCRIMINADO. A BOSSA NOVA ERA VISTA COMO UM SAMBA DE BRANCOS, TANTO QUE A BOSSA NOVA, NO INÍCIO, ERA MUITO ALIENADA. A PRIMEIRA FASE SÓ FALAVA EM PRAIA, MULHER, MAR, BARQUINHO, SOL. OU SEJA, NADA QUE FALASSE DE NADA, ATÉ SURGIR NARA LEÃO…”

Me lembrei do que aconteceu com o Wilson Simonal, que entrou em decadência depois que mandou uns amigos policiais darem uma prensa no seu contador. O episódio aconteceu em 1971 e nunca foi devidamente esclarecido. Simonal disse que foi vítima de preconceito racial. Você o conhecia bem? 

Conheci bem o Simonal. Ele sofreu preconceito racial, porque era negro e na época era um dos artistas mais importantes e bem pagos. Além disso, Simonal era muito, vamos dizer assim…

“Metido”, que ostentava sua riqueza?

Ostentava! Ele era muito ostentador. Isso, as pessoas não gostam muito, e o seu comportamento ajudou esse preconceito contra ele. O artista é assim: você vai e faz tudo legal, mas quando faz alguma coisa errada, as pessoas que antes o bajulavam, viram contra você. Eu, graças a Deus, não tenho pessoas assim por perto, pelo menos espero. O Simonal era rodeado de gente interesseira. Na primeira oportunidade que deu, caíram em cima dele. Tem coisas na nossa vida que não tem explicações. Numa determinada fase, tudo dá certo e noutra tudo dá errado. Igual ao Simonal, eu nunca vi! Ele foi, foi, foi, até chegar a ser o número um. Depois, tudo deu errado não só na sua carreira, mas na sua vida pessoal. Mas ele foi muito valente, brigou até o final.

E ele tinha uma carteirinha do Serviço nacional de Informação (SNI) 
Simonal foi cabo do Exército, como eu fui sargento. Quando a gente queria dar baixa na carteira, os militares falavam que não precisava, que podia continuar, inclusive ganhando salário, nem precisava dar expediente no quartel. E para não ter repartição que você desse expediente, tinha um órgão, o Serviço Nacional de Informação (SNI). Você ganhava uma carteira do SNI, e não precisava ser informante. Aquilo era só para ser cadastrado. Por isso o Simonal tinha essa carteira. Eu, quando deixei o Exército, dei baixa, apesar de eles não quererem. “Não, não preciso mais dessa carteira”, disse. Ela abria muitas portas, ainda mais na época da ditadura. O cara que tinha a carteira desse órgão se sentia uma autoridade.

Voltando ao caso do Simonal.
O contador de fato tinha roubado ele, inclusive, isso já aconteceu comigo. O Simonal pegou uns amigos policiais e mandou dar uma dura no contador, mas os caras exageraram na dose. E Simonal não usou a função de informante, porque ele nunca foi. Ele deu um azar danado, o juiz que deu a condenação falou que ele era um informante. Aí ele caiu em desgraça, ficou como símbolo de dedo-duro. Não estou fazendo uma defesa do Simonal, apenas esclarecendo os fatos.

Você também é escritor e tem dez obras publicadas entre livros infantis, juvenis e para adultos, inclusive uma autobiografia. Pensando na questão da literatura, essa necessidade de escrever tem, de alguma maneira, a ver com a ausência de seu pai, que se suicidou quando você tinha apenas dez anos de idade?
Acho que não influenciou muito. Tem mais influência a “presença’ da minha mãe. Meu pai se matou quando eu tinha dez anos, então, fui praticamente moldado por ela. Durante muito tempo eu não queria pensar no meu pai, no seu suicídio. Eu era muito católico, criado por uma mãe muito católica, e a religião dizia que quem se matava era uma pessoa condenada eternamente, pois ninguém tinha o direito de tirar a própria vida. Eu tinha esse conflito religioso e também sentia uma coisa negativa pelo fato do meu pai ter se matado e deixado minha mãe sozinha para criar cinco filhos. Não pensava quase nele, fazia questão de não pensar. Com o tempo, fui conseguindo administrar isso. Você vai estudando mais, pensando de forma mais esclarecida e percebe que esses ensinamentos católicos não são as únicas maneiras de entendimento sobre um assunto. Seria condenável se meu pai tivesse se matado para prejudicar alguém, o que não foi o caso. Agora, morrer pelo desespero que você não consegue controlar, pela falta de autocontrole, não é uma coisa a que se deva condenar.

Seu pai era muito sensível?
Sim, e, na época estava numa fase muito complicada da sua vida. (Martinho fica pensativo por uns segundos) Agora que estamos falando do meu pai, achei legal o fato de você relacionar a minha literatura com a ausência dele. Pensando melhor, acho que a morte e a ausência dele influenciara, sim. Por conta disso, minha mãe me levou para outras pessoas, outros lugares. E essas pessoas e esses lugares me ajudaram a ser o que sou. Se ele não tivesse morrido, eu não teria essas pessoas que me ajudaram.

Ajudaram na sua formação?

Isso mesmo. Como minha mãe estava sozinha, praticamente ela dividia a gente com as famílias que ela conhecia. Mandava eu para um canto, minhas irmãs para outro, e a gente se encontrava nos finais de semana em nossa casa. Nós fomos meio criados por essas famílias também. Isso foi muito importante na minha formação. Tinha duas senhoras que eram minhas outras famílias, Dona Íris e Dona Alzira, duas mulheres muito católicas que me influenciaram muito, inclusive para que eu entrasse no Exército.
Olhando a sua biografia, é paradoxal que um sujeito assim tão bem-humorado, boa-praça, que passa a sensação de que vive numa eterna felicidade, tenha se casado tantas vezes – quatro casamentos, oito filhos. Você é uma pessoa difícil de conviver?
Sou facílimo. O difícil é ficar casado muito tempo. Um casamento bem-sucedido hoje em dia não dura mais de três anos. Sempre foi assim, sempre. Casamento no duro foi somente com a Cléo (Martinho). É que nem sociedade, quando acaba, cada um vai para um lado, e tem momento que acaba! Meus casamentos deram certos, sim, mas por um bom tempo. Não tive inimizade com nenhuma das minhas ex-mulheres, o que não atrapalhou o bom convívio com os filhos. Então, não sou essa pessoa tão difícil de relacionar, concorda?

Você já usou drogas? 
Que eu saiba não.

Nunca teve curiosidade para experimentar? 
Não, nunca quis. Já bebida… Não quis colocar outra droga no meio. Eu sempre bebi bem, mas quanto mais eu bebia, melhor eu ficava. Fui ficando com medo disso, pois a gente vai envelhecendo e tendo que tomar mais cuidado com a saúde, com os excessos. Mas continuo bebendo, agora de uma forma mais regrada, digamos. Mas sabe quem bebe mais do que eu?

Quem? 
Paulinho da Viola bebe mais do que eu, mas sempre fica bem. Ele, inclusive, adora uma cachaça.

 

Fonte: Raça Brasil

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