Evangélico aponta arma para adepto do candomblé por causa da religião

Um militar do Exército, no Rio, conseguiu a liberdade condicional após ser condenado pelo Superior Tribunal Militar (STM) a dois meses de prisão pelo crime de constrangimento ilegal. Mas o caso se mostra como intolerância religiosa, como coloca a denúncia do Ministério Público Militar (MPM), publicada no “Extra”.

José Ricardo Mitidieri, que é pastor da igreja evangélica Comunidade Cristã Ministério da Salvação, teria apontado uma pistola na cabeça do soldado Dhiego Cardoso Fernandes dos Santos, praticante do candomblé, com o objetivo de “testar” a convicção religiosa do subordinado.

Após ouvir que o soldado tinha o “corpo fechado”, o sargento apontou uma pistola 9 milímetros na direção da cabeça do soldado e, segundo o MPM, disse: “Você tem o corpo fechado mesmo?” “Sim”, disse o soldado. “Então conte até três”, ordenou Mitidieri. E antes de terminar, o sargento disse: “Não é para você brincar com coisa séria. Você tem que aceitar Jesus”. Dias depois, Mitidieri pediu desculpas ao soldado, mas já era tarde demais.

O sargento disse que “nunca teve qualquer preconceito com as demais religiões”. Para o MPM, o soldado foi submetido “a um verdadeiro teste de fé religiosa”, onde se viu certo que não há previsão legal no sentido de que alguém seja obrigado a testar ou provar sua fé religiosa, independentemente da crença que possui ou da doutrina que segue.

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