DF lança Disque Racismo e recebe 124 ligações no 1º dia de funcionamento

Disqueracismo

 

Lançado, na quarta-feira (20), véspera do Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial, o Disque Racismo do Distrito Federal recebeu em seu primeiro dia de funcionamento 124 ligações. A informação é da Secretaria Especial da Promoção da Igualdade Racial do Distrito Federal (Sepir-DF), que com a iniciativa prevê o registro de ocorrências de casos de racismo ou injúria racial.

Inédito no país, o Disque Racismo é um serviço de proteção aos direitos das populações negra, indígena, quilombola, cigana e ribeirinha, zelo e manutenção das religiões de matrizes africanas. Porém, a rede está disponível a pessoas fora desses perfis para que tenham acesso à orientações sobre o assunto. O serviço funciona pelo telefone 156, opção 7, das 8h às 19h, de segunda a sexta-feira.

Nos outros horários dos dias úteis, fins de semana e feriados, o atendimento é feito por uma gravação. Com o slogan Agora Sua Voz Vai Falar Mais Alto, o serviço coloca à disposição 30 atendentes que se revezarão em três turnos, durante o dia, para atender as ligações.

As ocorrências também poderão ser registradas pelo e-mail ouvidoriaracial.sepirdf@gmail.com. Ao concluir a denúncia, a vítima receberá orientações para registrar um boletim de ocorrência na Delegacia de Polícia com uma testemunha. Além disso, ela terá acesso a assistências jurídica e psicológica. Para isso, a Sepir-DF firmou uma parceria com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/DF) e a Defensoria Pública do Distrito Federal.

A iniciativa, vinculada ao Estatuto da Igualdade Racial e ao Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir), é coordenada pela Companhia de Planejamento do DF (Codeplan) e teve apoio do Governo Federal e do movimento negro. De acordo com Júlio Miragaya, presidente da Companhia, o número já acolhe denúncias de violência contra mulheres, além de prestar informações sobre serviços públicos, como o telematrícula e o horário dos ônibus.

Segundo ele, o serviço foi criado levando em consideração que 53,5% da população do DF é composta por pretos e pardos. Na região, a maior concentração de negros se encontra na Estrutural (76%) e as menores, nos lagos Sul e Norte (19%). Os casos registrados serão tratados em sigilo com o objetivo de proteger vítimas e testemunhas.

 

 

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