Bênção em maternidade gera intolerância em Contagem

Prefeito convidou representantes da Igreja Católica, pastores evangélicos e líderes da Umbanda para abençoarem obra recém-lançada

Durante a inauguração da Maternidade Juventina Paula de Jesus, em Contagem, no sábado da semana passada, o prefeito Carlin Moura (PCdoB) convidou representantes da Igreja Católica, pastores evangélicos e líderes da Umbanda para abençoarem a obra recém-lançada. Mas a foto de uma das representantes da Umbanda acabou viralizando na internet junto de manifestações de intolerância religiosa.

No Facebook, um suposto pastor evangélico publicou que a prefeitura promoveu “uma ‘terreirada’ na solenidade de inauguração da maternidade”. A postagem logo recebeu dezenas de críticas e levou a Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de Contagem a se posicionar.

Em nota, o secretário de Direitos Humanos e Cidadania, Érico Nogueira, manifestou solidariedade aos ofendidos e se colocou à disposição para buscar a verdade. “As montagens de intolerância são criminosas e devem ser tratadas como tal. As pessoas diretamente atingidas devem procurar o Ministério Público e a delegacia de crimes virtuais. A foto é uma montagem ofensiva. Somos contra o preconceito”.

Segundo a pasta, foi definido que uma comissão formada por representantes das religiões de matrizes africanas irá procurar a Justiça, via Ministério Público, para tratar do caso. As entidades também promoverão ações educativas visando à tolerância e respeito entre as pessoas.

Também em nota, a Coordenadoria de Promoção da Igualdade Racial disse que a “manifestação de setores ‘ditos cristãos’ contrária a liturgia da matriz africana na inauguração da Maternidade de Contagem, referindo-se a esta como uma ‘terreirada’, é um neologismo claramente pejorativo e discriminatório, dando clara intenção de preconceito religioso”.

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Discórdia. Momento em que representante da Umbanda abençoa maternidade de Contagem. Foto foi compartilhada nas redes sociais com ataques de intolerância religiosa. O secretário de Direitos Humanos e Cidadania, Érico Nogueira, orientou as pessoas ofendidas pelos comentários preconceituosos a denunciar as postagens no Ministério Público. A Coordenadoria de Promoção da Igualdade Racial conclamou as pessoas a defenderem a diversidade religiosa.

 

Fonte: O Tempo

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