Tambor de Crioula terá espaço exclusivo no São João de Todos

Expressão cultural genuinamente maranhense, o Tambor de Crioula terá espaço exclusivo neste São João de Todos 2016. Com uma programação especial, os arraiais da Praia Grande e Parque Folclórico da Vila Palmeira destinarão ambientes específicos para as apresentações dos grupos de Tambor de Crioula, valorizando essa que é uma das mais tradicionais manifestações da cultura popular do Maranhão.

Tambor de Crioula agitou o 'Carnaval de Todos' na sexta-feira.

No Arraial da Praia Grande, os grupos de tambor de crioula se apresentarão no Canto da Faustina, espaço já conhecido do grande público. No Arraial da Vila Palmeira será montada a Tenda “Teresinha Jansen”, área reservada também só para o tambor de crioula. A tenda faz homenagem a uma das mais ativas folcloristas da cultura maranhense, presidente do grupo de bumba meu boi “Fé em Deus” por mais de 30 anos, e que deixou um legado de tradição cultural para várias gerações.

“É importante preservar e incentivar a pluralidade de culturas que fortalecem as tradições do estado, e nos festejos juninos temos a oportunidade de criar os espaços de expressão e beleza como é o caso do tambor de crioula”, enfatizou o Secretário de Cultura e Turismo, Diego Galdino.

Registrado como patrimônio cultural imaterial brasileiro pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 2007, o Tambor de Crioula é uma forma de expressão de matriz afro-brasileira que envolve dança circular, canto e percussão de tambores. A manifestação também tem um dia só seu para comemorar. No dia 18 de junho, em plena temporada junina, é comemorado o Dia Nacional do Tambor de Crioula, data estabelecida pela lei nº 13.248, de 12 de janeiro de 2016.

Características

Os passos das dançarinas na coreografia marcada pelo batuque ritmado dos tambores e pelos cantos entoados coletivamente dão o tom dessa forma de expressão de singularidade maranhense e de matriz afro-brasileira. A dança apresenta uma particularidade: a punga. Durante a dança entre as mulheres, o gesto indica saudação e convite para outro brincante entrar e sair da roda.

Outra característica é a indumentária. As brincantes dançam com saias rodadas e estampas coloridas, anáguas largas com renda na borda e blusas rendadas e decotadas brancas ou de cor. Os adornos de flores, colares, pulseiras e torços coloridos na cabeça terminam de compor a caracterização da dançante. Os homens trajam calça escura e camisa estampada.

Fonte: Jornal Pequeno

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Influência afro nas artes no centro do debate

Marcos Cardoso explica que o seminário envolve movimentos sociais, academias, pesquisadores e pensadores num momento de reflexão

Marcos Cardoso explica que o seminário envolve movimentos sociais, academias, pesquisadores e pensadores num momento de reflexão

Artistas e intelectuais de várias partes do país estarão reunidos em Belo Horizonte, a partir desta quinta-feira (9), para pensar a influência afrodescendente nas artes, dentro do “Seminário Mundial de Artes e Culturas Negras”.

Para o integrante do Comitê Curador do Seminário Mundial das Artes e Cultura Negra Marcos Cardoso, o seminário envolve movimentos sociais, academias, pesquisadores e pensadores num momento reflexivo para a elaboração de um conceito a ser tema do Fesman – Festival Mundial de Artes Negras, que acontece no próximo ano. “Será uma oportunidade de debater pautas no âmbito da cultura de uma forma genérica, com vistas à construção da identidade étnico racial dos povos”, acredita.

A proposta do seminário não se restringe à arte, e abrange também outras perspectivas como sustentabilidade, economia e desenvolvimento. A programação é gratuita e aberta ao público.

Na programação, composta por mesas de debate, estão nomes como a ex-ministra Chefe de Estado do Ministério das Mulheres da Igualdade Racial, Nilma Lino Gomes; a cantora peruana Suzana Baca, que foi Ministra da Cultura em seu país, em 2011; Tomaz Aroldo da Mota Santos, reitor da Unilab – Universidade Luso Afro Brasileira; Tukufu Zuberi, da Universidade da Pensilvânia, nos EUA; Vanicléia Silva Santos, do Centro de Estudos Africanos da UFMG, entre outros.

Seminário Mundial de Artes e Culturas Negras. Auditório do BDMG (rua da Bahia, 1600), às 9h. Gratuito

Belo Horizonte

Fonte: Hoje em Dia

Simões Filho recebe Amostra Cultural Senzala de Luxo

 

A Instituição Social Beneficente Abayomi convida a população para participar da Amostra Cultural Senzala de Luxo com o tema: “Porque nasceu lá, a arte de se falar com o corpo”, que acontecerá nesta sexta-feira (03), às 15h, na Câmara Municipal de Vereadores.

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O evento promove a reflexão sobre a cultura afrodescendente e nesse sentido, os presentes participarão de uma mesa redonda que debaterá questões sociais, econômicas e culturais, além disso, será realizada apresentações de dança, capoeira e música.

Participarão do evento o bailarino, coreógrafo, mobilizador e ativista social Elivan Nascimento, bailarina, coreógrafa e professora da Escola de Dança da Bahia (FUNCEB) Tatiana Campelo, a atriz, bailarina, ativista social, arte educadora e presidente do bloco afro Idara Josenice Salomão, a líder comunitária, militante do movimento negro e da cultura afrodescendente Bernadete Pacífico e Tita Lopes coordenador cultural, responsável pelo Grupo Cultural Quimtaci (Ong), membro do Olodum.

Endereço: Praça Sete de Novembro, 359 – Centro, Simões Filho

Fonte: Simões Filho Online

Cultura negra é celebrada em performance

Mais de 200 mulheres se juntaram em apresentação de parceria do Coralusp com Ilú Obá de Min

Canto, dança, batuque e alegria: tudo isso era possível ver, ouvir e sentir na apresentação do Coralusp em parceria com a ONG Ilú Obá de Min, ocorrida nesse sábado, 21, no auditório do Centro de Difusão Internacional (novo prédio localizado na frente da Escola de Comunicações e Artes, a ECA). A performance celebrava a cultura negra através do feminino e tem direção de Beth Amin, do Coralusp, e Beth Beli e Mazé Cintra, do Ilú. O show incluiu mais de 150 cantoras do coral, além de três solistas, seis dançarinas, cerca de 15 instrumentistas de bateria, e três regentes — todas mulheres.

O Ilú Obá de Min A performance feita só por mulheres e pensada para mostrar um pedaço da cultura africana não podia ser mais natural, já que o Ilú Obá de Min é um centro de difusão das culturas africanas e afro-brasileiras composta quase que totalmente por mulheres. Segundo Baby Amorim, produtora da ONG, “nós temos várias referências, mas fazemos um recorte na cultura Yorubá, da áfrica do oeste, que deixou seu legado no camdomblé”. O próprio nome da instituição significa “mãos femininas que tocam tambor para Xangô”.

As dançarinas do Ilú Obá de Min, que representam as orixás femininas e, ao fundo, as mulheres do coral (Foto: Sofia Mendes)

As dançarinas do Ilú Obá de Min, que representam as orixás femininas e, ao fundo, as mulheres do coral (Foto: Sofia Mendes)

Em pouco mais de uma hora de performance, foram cantadas e dançadas cantigas para as Yabás (as orixás femininas) e tributos a personalidades negras, como Elza Soares, a homenageada do bloco de carnaval do Ilú desse ano. As dançarinas, cada uma delas representando uma orixá, e a bateria, com sua percussão forte e precisa, abrilhantaram ainda mais o espetáculo.

Parceria e ato político         

 A colaboração surgiu quando Beth Amin, técnica vocal do Coralusp, foi procurada por cantoras da ONG que precisavam de auxílio com a voz. Amin aceitou, mas, em contrapartida, propôs um projeto que juntasse as duas organizações. “A minha ideia foi cantar só pras orixás mulheres, o que é uma maneira da gente movimentar uma energia muito feminina”, diz a técnica vocal.

A apresentação só com mulheres acaba adquirindo um significado a mais quando se considera o contexto político do país, em que, com o novo governo, nenhum ministério é chefiado por uma mulher. “A ideia não era fazer nada de caráter político, mas acaba sendo porque, no nosso momento atual, as mulheres estão sofrendo muitos ataques”, afirma Amin.

Produção e obstáculos

 Durante os seis ensaios do grupos, iniciados em abril, as cantoras de todos os tipos e graus de experiência aprenderam as músicas e alguns elementos da cultura africana, como uma aula de amarração de turbante, além do seu significado para a mulher negra. Mas dar conta de tanta gente ao mesmo tempo se mostrou um desafio. Equilibrar o coro com a bateria requereu uma amplificação para as vozes. Além disso, também foi difícil pensar numa formação que satisfizesse todas.

Mesmo com os obstáculos, Beth Amin garante que o resultado foi satisfatório. “A proposta é mais juntar energia positiva do que necessariamente fazer um trabalho de excelência artística”, ela afirma.  Mesmo assim, o amadorismo do grupo não representou nenhum prejuízo para o público, que no final até foi convidado para cantar junto com as cantoras.

Próximas apresentações     

O grupo contará com mais duas apresentações, uma dia 5 de junho, às 14h, na Avenida Paulista e a outra dia 12 de junho, também às 14h, no vale do Anhangabaú. E não para por aí, já que o Coralusp e o Ilú Obá de Min planejam repetir essa parceria todo ano, logo após o carnaval. Quem agradece é o público.

 

Fonte: Jornal do Campus

Sesc Vila Mariana apresenta brincadeira maranhense “Tambor de Crioula” em sua Praça de Eventos

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No dia 05 de junho, domingo, a partir das 14h30, a Praça de Eventos do Sesc Vila Mariana receberá a cultura do Estado do Maranhão, com Mestre AmaralSuzana Souza, que apresentam o tradicional Tambor de Crioula. As atividades iniciam-se com uma vivência dos festejos e da música para, em seguida, às 17h, acompanhados do coletivo paulistano Na Trilha do Tambor, Amaral e Suzana conduzirem uma apresentação do tradicional ritmo. A entrada é gratuita e aberta ao público.

Na Trilha do Tambor é um projeto que envolve um coletivo de estudos sobre Tambor de Crioulamaranhense em São Paulo. Desde sua organização, em 2012, o coletivo se dedica em buscar e traçar a trilha por onde circula o Tambor de Crioula em seus diferentes modos de ser e fazer, sempre tendo como foco principal a comunicação entre grupos de São Paulo e do Maranhão.

O Tambor de Crioula é uma brincadeira característica maranhense, registrado pelo IPHAN como patrimônio imaterial em 2007. Com intensa e clara matriz afro brasileira, é diretamente associado ao cotidiano e ao imaginário cultural das comunidades que o realizam, retratado nos seus cantos, cadências, sotaques e “leras”. Estão presentes elementos rítmicos (sua cadência é tocada por uma “parelha” – três tambores de madeira e couro, combinados em compassos rítmicos alternados), poéticos (suas toadas/canções são compostas por poesias e versos de improviso que passeiam livremente tanto pelo universo mítico e sociocultural das tradições afro-brasileiras, quanto pelo cotidiano daqueles que participam do tambor naquele momento) e coreográficos (dança, normalmente feitas por mulheres – as coreiras – que interagem entre si e com os tocadores e demais presentes) nesta manifestação.

A apresentação de Tambor de Crioula pretende demonstrar como essa manifestação se dá na prática, contribuindo para o processo de aprendizado iniciado na oficina e aberta ao público, que poderá entrar em contato com essa manifestação tradicional e participar dela ao final da performance. A realização da atividade com a participação dos mestres agrega qualidade à atividade, pois contará com legítimos portadores dessa cultura.

A atração contará com Mestre Amaral, natural de Geraldo Mendes em São Vicente Ferrer, baixada maranhense, terra de coreiro e tamborzeiro. Há mais de 30 anos em São Luís, ele é reconhecido Mestre de Tambor de Crioula em todas as rodas da capital e interior do estado. Atualmente toca sua roda semanal de tambor no Centro Cultural Mestre Amaral, onde tem também residência fixa, no coração do Centro Histórico da cidade, na mesma praça que reúne a sede da administração pública maranhense.

Suzana Souza, natural de São Luís, esposa do Mestre Amaral, cresceu em meio ao Tambor de Crioula e a tradição do Tambor de Mina do Maranhão (culto afro-religioso dos Voduns, característico da região). Desenvolve periodicamente também no Centro Cultural oficinas para as mulheres interessadas em aprender a brincadeira de tambor. Suzana é responsável por receber e conduzir as coreiras que ali brincam semanalmente, e é considerada a “cabeça” (como os Mestres dizem) da parte feminina da roda.

Serviço:

Tambor de Crioula
Com Mestre Amaral e Suzana Souza e o coletivo Na Trilha do Tambor
Dia 05 de junho, domingo, às 14h30 (vivência) e às 17h (apresentação)
Local: Praça de Eventos (capacidade: 250 lugares)
Duração: 240 minutos
Livre
Grátis

Horário de funcionamento da Unidade: Terça a sexta, das 7h às 21h30; sábado, das 9h às 21h; e domingo e feriado, das 9h às 18h30.

Central de Atendimento (Piso Superior – Torre A): Terça a sexta-feira, das 9h às 21h30; sábado, domingo e feriado, das 10h às 18h30.

Estacionamento: R$ 4,50 a primeira hora + R$ 1,50 a hora adicional (Credencial Plena: trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes). R$ 10 a primeira hora + R$ 2,50 a hora adicional (outros). 200 vagas.

Sesc Vila Mariana
Rua Pelotas, 141, São Paulo – SP
Informações: 5080-3000
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Assessoria de Imprensa Sesc Vila Mariana
Renato Perez de Castro
Katiusca Medeiros
(11) 5080-3011
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Fonte: Jornal Dia a Dia