Curta sobre samba de bumbo promove debate e festa no Jongo Reverendo

Curta sobre samba rural paulista será exibido com debate e festa no Jongo Reverendo

 

 

No  dia 27 de agosto, sábado, às 18h, o espaço Jongo Reverendo irá exibir o curta-documentário “Esse bumbo é meu”, seguido de bate-papo com personagens do filme e apresentação do grupo Samba de Bumbo de Dandara. O evento tem como objetivo a reflexão e celebração do empoderamento da mulher no samba rural paulista.

 
“Reúne-se um grupo de indivíduos, na enorme maioria negros e seus descendentes, pra dançarem o samba. (…) Instrumentos sistematicamente de percussão, em que o bumbo domina visivelmente. (…) As mulheres nunca tocam. Os homens, pelo contrário, todos tocam, e indiferentemente qualquer dos instrumentos passando estes de mão em mão”, Mário de Andrade (1933).

 
Programação:
18h – Documentário “Esse bumbo é meu”
https://www.facebook.com/essebumboemeu/
18h30 – “Mulher, candidate-se.”
Coletivo Pagú prá Ver de Teatro do Oprimido. Formado por trabalhadoras das áreas de assistência, saúde, educação e administrativa apresentará cena que trata da questão da objetificação da mulher na mídia e propaganda.
19h – Bate-papo sobre o filme e empoderamento da mulher, com realizadores e personagens.
20h – Empoderamento da mulher e preparação para fazerem o samba de bumbo junto com o grupo Samba de Bumbo de Dandara
21h – Apresentação do grupo Samba de Bumbo de Dandara

ESSE BUMBO É MEU
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Sinopse “Esse bumbo é meu”

O filme registra o samba de bumbo, expressão musical tradicional do interior paulista, herança do tempo da escravidão. O documentário apresenta a luta das mulheres do samba para manterem viva a cultura de seus ancestrais, enfrentando diversos conflitos. Soluções se apresentam, mas afinal, de quem é esse bumbo?

Direção colaborativa de  Ruy Reis, Paula Simões, Dagmar Serpa, Marina Chekmysheva e Daniel Mirolli. Co-produçao Academia Internacional de Cinema.

Grupo Dandara - Lançamento do Livro Barbara Esmenia
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O grupo de Samba de Bumbo de Dandara surgiu de um desejo de mulheres fazerem o samba de bumbo que originalmente é tocado por homens, cabendo as mulheres o papel de apenas dançarem. É comum encontrar puxadores do samba mulheres, mas tocando é algo que ainda não esta presente nessa manifestação.
Muitas das quadrinhas remontam o período da escravatura, parte dessas quadrinhas narram esse momento e com o tempo foi incorporando outros temas.  Infelizmente poucos valorizam a importância da mulher nessa manifestação.  O Samba de Bumbo de Dandara é uma tentativa de valorizar o samba tradicional e seus batuqueiros, mas principalmente homenagear as matriarcas e reafirmar o papel da mulher negra à frente dessas manifestações, apoderando-se daquilo que é dela por ancestralidade. Ao homenagear a guerreira Dandara estendemos para as Marias, Antonias e outras guerreiras que carregam no sangue a história de lutas do povo e da mulher negra.

Sobre o Jongo Reverendo
Terreiro contemporâneo de cultura e entretenimento. Conteúdo e diversão voltados para riqueza da da herança ancestral afro brasileira.
Serviço
Local: R. Inácio Pereira da Rocha, 170 – Pinheiros, São Paulo – SP, 05432-010
Horário: 18h
Entrada: franca
Página do Facebook: https://www.facebook.com/essebumboemeu/
Evento: https://www.facebook.com/events/103220066797688/
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“Como assim Kãgfér não é brasileiro?”: a luta de pais por nomes indígenas e africanos

Engenheiro enfrentou resistência ao registrar filhos com nomes da tribo indígena kaingang, à qual ele pertence
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Engenheiro enfrentou resistência ao registrar filhos com nomes da tribo indígena kaingang, à qual ele pertence

Nas duas vezes em que foi registrar seus filhos, o engenheiro agrônomo Julio Cezar Inácio ouviu o mesmo argumento: Kasóhn (pronuncia-se Kaxói) e Kãgfér (pronuncia-se Konfer) não eram nomes brasileiros. Criou-se um problema, pois Inácio não só é brasileiro, como é indígena da tribo kaingang. Na língua de seus ancestrais, o nome do mais velho, hoje com 11 anos, significa árvore de espinhos. O do segundo, de dois anos, significa orvalho.

“Como podem dizer que não é um nome brasileiro? Eu sou índio, essa é a língua dos meus pais, e eu também sou brasileiro. Justamente porque me chamo Julio Cezar quero que meus filhos tenham apenas nomes indígenas, para valorizar essa identidade”, diz o agrônomo, que vivia na terra indígena Serrinha, no Rio Grande do Sul, e há oito anos mudou-se para a cidade catarinense de Xanxerê.

Inácio insistiu e registrou os meninos com o nome tribal, direito garantido aos indígenas pela resolução 3/2012, emitida pelo Conselho Nacional de Justiça e pelo Conselho Nacional do Ministério Público.

De acordo com essa norma, o indígena, viva em aldeia ou cidade, pode ser registrado, se desejar, com seu nome de origem. A etnia pode ser lançada como sobrenome, se a família assim quiser. Por exigência do cartório, o nome do segundo filho de Inácio perdeu o acento agudo no “e”, para se adequar ao padrão do português. “Descaracterizou um pouco, mas tudo bem”, conforma-se Inácio, que terá de retirar o acento no registro feito na Funai. Segundo ele, problemas assim ainda são comuns na região.

Dúvidas

Criador do Instituto Kame, organização não-governamental que trabalha com projetos de habitação para povos indígenas, Inácio é casado com uma italiana. Ela aceitou bem os nomes kaingang para as crianças, que têm também o sobrenome materno.

Inácio quer agora incluir em seu registro no cartório o nome indígena pelo qual é chamado em família, M?g No (pronuncia-se Man Do e significa um tipo de abelha). No Rio de Janeiro, o casal Cizinho Afreeka (nome adotado pelo funcionário público Moacir Carlos da Silva) e Jéssica Juliana de Paula da Silva teve de recorrer à Justiça para registrar a filha como Makeda (pronuncia-se Makêda) Foluke.

Segundo pesquisa feita pelos pais, Makeda vem do amárico, língua adotada na Etiópia, e era como se chamava a rainha de Sabá, figura mítica mencionada na Torá, no Velho Testamento e no Alcorão. Foluke, em iorubá, significa “colocada aos cuidados de Deus”.

O Cartório de Registro Civil das Pessoas Naturais do 2º Distrito de São João de Meriti entendeu que o nome Makeda suscitava dúvidas, de acordo com o previsto na Lei 6.015/73 (Lei de Registros Públicos). Em seu artigo 55, a lei afirma que os oficiais do registro civil não registrarão “prenomes suscetíveis de expor ao ridículo os seus portadores”. Caso os pais não aceitem a recusa, o assunto deve ser levado ao juiz competente.

“Não houve preconceito. Entendemos que o nome poderia dar margem a uma leitura errada, má queda, por exemplo. Suscitou dúvida, seguimos o que diz a lei, consultamos o juiz”, afirmou à BBC Brasil Luiz Fernando Eleutério Mestriner, titular do cartório.

O Ministério Público sugeriu que fosse agregado outro prenome. A decisão judicial indeferiu o registro de Makeda Foluke, permitindo que ele fosse usado desde que houvesse outro prenome.

Os pais não cederam. O advogado Hédio Silva Júnior, especializado na questão racial, recorreu ao Conselho de Magistratura do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Argumentou que o nome resultava do desejo dos pais e, embora incomum, nada trazia de ilícito, grotesco, aberrante ou vexatório. O Conselho deu ganho de causa à família. Em 16 de junho, três meses depois de seu nascimento, Makeda Foluke foi registrada com o nome escolhido pelos pais.

Estudiosa do tema, Maria Celina Bodin de Moraes, professora de direito Civil na PUC-Rio e na Uerj, entende que não há preconceito na reação do cartório ao nome Makeda. Ao contrário, percebe preocupação em seguir a lei para evitar a repetição de casos que, no passado, transformavam as crianças em alvo de chacota.

“Considero importante que haja algum tipo de controle legal sobre isso, e foi essa a intenção do legislador: evitar casos absurdos e proteger a criança, que não pode ser entendida como propriedade dos pais”, afirma.

Homenagem

A advogada Makeda Soares, de 26 anos, ainda se lembra do tempo em que, na escola, os professores estranhavam e usavam seu outro prenome, Luanna. Hoje quem manda no próprio nome é ela, que só se apresenta como Makeda. “Meu pai conta que queria homenagear a mãe África. Adoro esse nome”, diz a advogada, que foi procurada pela família da recém-chegada Makeda.

A homenagem à rainha de Sabá também motivou as empresárias negras Shirley e Sheila Oliveira a batizarem como Makeda Cosméticos sua empresa de produtos para cabelos crespos. Sheila até incorporou Makeda a seu nome social.

“O que ficou flagrante nesse caso foi a associação do nome africano como algo distante da brasilidade, nesse país que tem a maioria de sua população negra. É uma flagrante negação da nossa identidade. Também destaco a associação do nome de origem africana à molecagem, às coisas ruins, como má queda, ou até de duplo sentido”, argumenta Silva Júnior, que citou em seu recurso o direito dos indígenas de usarem nomes de sua etnia. Militante do movimento negro, Silva Júnior também teve dificuldades para registrar o filho como Kayodê – que, em iorubá, significa “aquele que traz honra e alegria”. Mas conseguiu.

Fonte: UOL

ORIXÁS DO CANDOMBLÉ: RETRATOS DA FORÇA ANCESTRAL DA FÉ NEGRA

Postagem  de Negro Belchior para Carta Capital

Com imensa satisfação, registro neste blog o trabalho de Roger Cipó, um jovem fotógrafo-pesquisador de 24 anos, educador social, candomblecista e militante contra os crimes de intolerância religiosa e do racismo. Suas produções e pesquisas fotográficas focadas em terreiros de candomblé, tem como objetivo estudar as diversas estruturas que baseiam as sociedades afro religiosas de São Paulo. Além de divulgar as belezas e riquezas existentes no cotidiano social, cultural e ritualístico das comunidades, ele usa a fotografia como ferramenta de promoção e luta contra os crimes de intolerância e racismo.

Oyá
Oya

Por Roger Cipó

Sobre os Orixás, para além de todas as definições teóricas e técnicas de grandes pesquisadores, vou me ater a uma das definições mais sinceras e lindas que encontrei, nas palavras de Janaína Teodoro: “Orixá não é espirito daqueles que vem de fora e toma o corpo. Não somos ‘espíritas’ – não haveria problemas se fossemos. Orixá é a força que vem de dentro. Nosso corpo é o templo do sagrado!”

Orixá, ou Nkise, ou Vodun, é força mais pura que cada um trás em seu ser. É o pouco de África ancestral que renasce em quem se conecta. É a nossa capacidade de se perceber parte importante do mundo. É a folha em nós, é a água, o vento, o fogo, a poeira, o ar que dá vida, a placenta, o coração que pulsa, a vontade de vencer na vida, a certeza de que a morte é o lugar de vida também.
Assim, compartilho uma parte da série “Orixás do Candomblé – Retratos da Força Ancestral da Fé Negra”, imagens que me foram permitidas ao longo da pesquisa “Olhar de um Cipó”, numa tentativa de registrar a presença das forças de Orixá, Nkises e Voduns, quando convidados pelos toque dos atabaques e dos cantos sagrados, alinhados à fé de seus filhos e filhas que se manifestam e revivem suas histórias, lutas e relações de amor com seus descendentes.
Oxum
Oxum

 

Yewa
Yewa

 

Nanã
Nanã

 

Ogum
Ogum

 

Oxóssi
Oxossi

 

Omolu
Omolu

Fonte: Carta Capital

 

Todo mundo pode usar turbante africano? Saiba o que é apropriação cultural

Ramon Félix/UOL

No centro de São Paulo (SP), imigrantes nigerianos ensinam clientes a fazer turbantesimagem: Ramon Félix/UOL

A moda étnica, com suas estampas gráficas e coloridas, invadiu as araras das lojas há algum tempo. Nos últimos anos, elementos da cultura negra, como o turbante africano, também começaram a ganhar mais atenção do mundo fashion. Militantes da causa negra discutem o uso do acessório por pessoas de outras cores por considerar que se trata de uma apropriação cultural. Afinal, até que ponto uma pessoa não negra pode usar um acessório que tem tanta simbologia para a moda afro?

Na teoria, a apropriação cultural é a adoção de alguns elementos específicos de um povo por outro completamente diferente. “É quando pegamos algo de fora, o traduzimos e transformamos em algo nosso”, explica o antropólogo Amalio Pinheiro, professor da Pontífica Universidade Católica (PUC), de São Paulo (SP).

Este processo é muito natural, diz Rosana Schwartz, professora de sociologia e líder do Núcleo de Estudos de Gênero, Raça/Etnia da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo (SP). “É inevitável porque a sociedade faz isso. As culturas são hibridas, múltiplas. Não são singulares, são plurais”, afirma a especialista.

O Brasil pode até mesmo ser considerado um caldeirão de assimilações culturais. “Um exemplo é o futebol, que foi um esporte trazido pelos ingleses, mas que, depois de passar por um processo de assimilação, tornou-se algo muito nosso. A capoeira também nasceu na África, mas, atualmente, joga-se mais no Brasil do que lá”, diz Pinheiro.

Porém, apesar de ser inevitável, esta apropriação segue uma lógica um tanto cruel: a relação de poder de um povo sobre o outro. “Uma cultura que é considerada superior por questões econômicas pode acabar sobrepondo a outra”, fala Schwartz. “Infelizmente, você não tem uma consolidação da cultura, mas uma ressignificação e o apagamento da anterior”.

Reprodução/Facebook

Juliana Luna, editora de moda e beleza da revista “AzMina”, não vê problema em brancos usarem turbantes. “Mas precisa entender o que aquilo significa”
imagem: Reprodução/Faceboo

É por causa desta relação de poder que militantes da causa negra questionam o uso extensivo de turbantes africanos por pessoas não negras. “Os brancos, ao longo da história, foram uma etnia que sempre teve privilégios, então é ofensivo vê-los pegando algo como o turbante, que tem tanta simbologia, e usando-o só porque podem, porque acham bonito”, diz Juliana Luna, 30, editora de moda e beleza da revista “AzMina”.
Principalmente porque muitas vezes os negros sofreram preconceito por entrarem em contato com suas raízes e adotarem este tipo de acessório em seu visual. “Um branco usar um turbante é jogar anos de resistência no lixo”, fala Camila Lima, 23, militante feminista e parte do coletivo Claudia Eu Negra, no Grajaú, em São Paulo (SP). “Enquanto um negro usava o turbante, tranças ou dreads, ele não era aceito em certos ambientes. Mas, a partir do momento que os brancos adotam estes itens, eles conseguem circular em todos os lugares e os elementos se tornam algo maneiro”.

Para Schwartz, assim como a apropriação cultural é algo inerente à sociedade, esta busca e reivindicação das raízes feita pelos movimentos negros também são inevitáveis. “Na escravidão, o opressor tirou todas as questões culturais do negro e transformou essa população, que vinha de diversas tribos, em algo homogêneo. A militância quer mostrar como este processo foi perverso. Os negros estão tentando descobrir de onde vieram, quais são suas características culturais”, explica a socióloga. Assim, o turbante é uma espécie de coroa para os militantes. “Cada grupo social que se sente matriz de certas culturas quer mostrar sua própria identidade, que aquilo vem deles. É uma questão de pertencimento”.

A grande discussão, no entanto, é o uso e mercantilização destes elementos sem que haja um conhecimento sobre suas origens. “A gente luta contra as grandes marcas que pegam esses acessórios e os vendem sem qualquer discurso por trás”, diz Camila Lima. Outro ponto criticado é o uso de modelos brancos para estrelar coleções e campanhas inspiradas na África, como foi o caso do desfile do Verão 2016 da Valentino. “Tudo que rodeia a cultura afro tem simbologia de resistência e luta, então preferir uma modelo branca é admitir que o negro existe, mas que quando o branco usa aquilo ele tem mais valor”.

AFP

A Valentino foi alvo de críticas ao homenagear a África em seu Verão 2016, mas ter poucos negros no casting de modelos
imagem: AFP

Então branco não pode usar turbante? “Não vou dizer que não pode. Todo mundo pode fazer tudo. Se você for à Nigéria, ninguém vai dizer para você não usar. Eles vão abrir um diálogo, te fazer entender o que aquilo representa e a pessoa decide se vai usar ou não. Se torna uma troca de informação”, fala Luna. No fim, o que vale é a sensibilidade e bom senso de cada um. “Existe uma identificação? Uma ligação que não é física? Mas é importante saber a simbologia para a população negra”, complementa a editora.

Fonte: UOL

“Folias de Junho” celebra as tradições no Sesc Campinas

Música, teatro, dança e oficinas estão entre as atividades da programação do evento, que será realizado entre os dias 16 e 19/06. Todas são gratuitas

tambor de crioula folias de junho sesc campinasNo mês de junho, o Sesc Campinas preparou uma programação especial em celebração aos festejos juninos que contribuem para a formação da identidade cultural brasileira. As atividades do“Folias de Junho”, que ocorrem entre os dias 16 e 19, abrangem todas as faixas etárias e fazem um passeio por espetáculos de dança, teatro, shows musicais, circo, oficinas e vivências. Todas as atrações são gratuitas e abertas ao público.

Na programação musical, Pereirinha e Pereirão reúnem os músicos Tim Bernardes (voz, violão de aço) e Mauricio Pereira (voz, gaita e ocarina) encarnando uma dupla caipira pouco ortodoxa com um repertório que transita entre o pop-rock, a moda de viola, as baladas folk e a música sertaneja.

Já dupla Mococa e Paraíso apresenta repertório romântico e sertanejo, mantendo sua identidade nas suas raízes caipiras. No repertório, sucessos como “O Ipê e o Prisioneiro”, “Saco de Ouro”, “Afilha do Barbeiro”, entre outros.

No teatro, a peça “Comecim das Coisas”, de La Cascata Cia. Cômica, apresenta a história da criação divina, a partir do Vale do Paraíba, onde Deus, ponteando sua viola, compôs o mundo e homem.

Na programação de dança, o destaque é para o Coletivo Flor da Aroeira com o espetáculo “Tambor da Crioula”. Na apresentação, expressões culturais afro-brasileira, envolvendo dança circular, canto e percussão. Originado no Maranhão, por negros escravizados, o Tambor de Crioula era realizado, sobretudo, em louvação a São Benedito.

O circo traz o espetáculo “Era Uma Casa Muito Engraçada”, com Álvaro Lages. A história fala de Alvimar, um caipira ajudante de pedreiro, é surpreendido por sua imaginação e aos poucos, transforma seu local de trabalho num verdadeiro parque de diversões. Com a ajuda da plateia e utilizando das técnicas de mímica, palhaçaria, improvisação e cantoria, Alvimar consegue cumprir as tarefas e descobre como acabar com o tédio das ações do dia a dia.

Encerrando as atividades, a “Quadrilha Junina”, com a animação dos instrutores de atividades físicas do Sesc. Lembrando que a quadrilha junina é uma dança típica das festas juninas, principalmente na região Nordeste do país.

Programação:

16/06
18h00 – dança: “Tambor de Crioula”
Local: Espaço Arena

19h00 – música: Pereirinha e Pereirão (Tim Bernardes e Mauricio Pereira)
Local: Área de Convivência

17/06
19h00 – música: Mococa e Paraíso
Local: Área de Convivência

18/06
10h30 às 12h30 – Criança: Diversão Junina
Retirada de senha com 30 minutos de antecedência na Ilha de Atendimento
Local: Jardim da Unidade

14h00 – Literatura : Contação de Histórias – “Nas Cordas da Viola, Um Causo, Uma História”
Local: Área de Convivência

15h00 às 17h00 – Oficina: Brinquedos e Brincadeiras Juninas
Retirada de senha com 30 minutos de antecedência na Ilha de Atendimento
Local: Sala de Múltiplo Uso 1
Classificação etária: de 6 a 12 anos, acompanhada de 1 responsável adulto

15h00 – Teatro: “Comecim das Coisas”
Local: Espaço Arena

16h30 – Música: Batucajé do Vale
Local: Área de Convivência

19/06
10h00 – Música: Lourenço & Lourival
Local: Área de Convivência

10h30 às 12h00 – Oficina : Transmissão de Saberes – A Cultura do Milho
Retirada de senha com 30 minutos de antecedência na Ilha de Atendimento.
Local: Sala de Múltiplo Uso 1

11h30 às 13h30 – Oficina: Brinquedos e Brincadeiras Juninas
Retirada de senha com 30 minutos de antecedência na Ilha de Atendimento.
Classificação etária: De 6 a 12 anos, acompanhada de 1 responsável adulto.
Local: Sala de Múltiplo Uso 1

13h30 às 15h30 – Criança : Diversão Junina
Retirada de senha com 30 minutos de antecedência na Ilha de Atendimento.
Local: Jardim da Unidade

14h00 – Música: Folias, Brincadeiras e Cantigas
Local: Área de Convivência

15h00 – Circo: “Era Uma Casa Muito Engraçada”
Local: Espaço Arena

17h00 – Quadrilha Junina
Local: Quadra Externa

Serviço:

“Folias de Junho”
Local: Sesc. Rua Dom José I, 270/333, Bonfim – Campinas. (19) 3737-1500
Data: entre 16 e 19 de junho
Entrada: gratuita

Tambor de Crioula terá espaço exclusivo no São João de Todos

Expressão cultural genuinamente maranhense, o Tambor de Crioula terá espaço exclusivo neste São João de Todos 2016. Com uma programação especial, os arraiais da Praia Grande e Parque Folclórico da Vila Palmeira destinarão ambientes específicos para as apresentações dos grupos de Tambor de Crioula, valorizando essa que é uma das mais tradicionais manifestações da cultura popular do Maranhão.

Tambor de Crioula agitou o 'Carnaval de Todos' na sexta-feira.

No Arraial da Praia Grande, os grupos de tambor de crioula se apresentarão no Canto da Faustina, espaço já conhecido do grande público. No Arraial da Vila Palmeira será montada a Tenda “Teresinha Jansen”, área reservada também só para o tambor de crioula. A tenda faz homenagem a uma das mais ativas folcloristas da cultura maranhense, presidente do grupo de bumba meu boi “Fé em Deus” por mais de 30 anos, e que deixou um legado de tradição cultural para várias gerações.

“É importante preservar e incentivar a pluralidade de culturas que fortalecem as tradições do estado, e nos festejos juninos temos a oportunidade de criar os espaços de expressão e beleza como é o caso do tambor de crioula”, enfatizou o Secretário de Cultura e Turismo, Diego Galdino.

Registrado como patrimônio cultural imaterial brasileiro pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 2007, o Tambor de Crioula é uma forma de expressão de matriz afro-brasileira que envolve dança circular, canto e percussão de tambores. A manifestação também tem um dia só seu para comemorar. No dia 18 de junho, em plena temporada junina, é comemorado o Dia Nacional do Tambor de Crioula, data estabelecida pela lei nº 13.248, de 12 de janeiro de 2016.

Características

Os passos das dançarinas na coreografia marcada pelo batuque ritmado dos tambores e pelos cantos entoados coletivamente dão o tom dessa forma de expressão de singularidade maranhense e de matriz afro-brasileira. A dança apresenta uma particularidade: a punga. Durante a dança entre as mulheres, o gesto indica saudação e convite para outro brincante entrar e sair da roda.

Outra característica é a indumentária. As brincantes dançam com saias rodadas e estampas coloridas, anáguas largas com renda na borda e blusas rendadas e decotadas brancas ou de cor. Os adornos de flores, colares, pulseiras e torços coloridos na cabeça terminam de compor a caracterização da dançante. Os homens trajam calça escura e camisa estampada.

Fonte: Jornal Pequeno

Influência afro nas artes no centro do debate

Marcos Cardoso explica que o seminário envolve movimentos sociais, academias, pesquisadores e pensadores num momento de reflexão

Marcos Cardoso explica que o seminário envolve movimentos sociais, academias, pesquisadores e pensadores num momento de reflexão

Artistas e intelectuais de várias partes do país estarão reunidos em Belo Horizonte, a partir desta quinta-feira (9), para pensar a influência afrodescendente nas artes, dentro do “Seminário Mundial de Artes e Culturas Negras”.

Para o integrante do Comitê Curador do Seminário Mundial das Artes e Cultura Negra Marcos Cardoso, o seminário envolve movimentos sociais, academias, pesquisadores e pensadores num momento reflexivo para a elaboração de um conceito a ser tema do Fesman – Festival Mundial de Artes Negras, que acontece no próximo ano. “Será uma oportunidade de debater pautas no âmbito da cultura de uma forma genérica, com vistas à construção da identidade étnico racial dos povos”, acredita.

A proposta do seminário não se restringe à arte, e abrange também outras perspectivas como sustentabilidade, economia e desenvolvimento. A programação é gratuita e aberta ao público.

Na programação, composta por mesas de debate, estão nomes como a ex-ministra Chefe de Estado do Ministério das Mulheres da Igualdade Racial, Nilma Lino Gomes; a cantora peruana Suzana Baca, que foi Ministra da Cultura em seu país, em 2011; Tomaz Aroldo da Mota Santos, reitor da Unilab – Universidade Luso Afro Brasileira; Tukufu Zuberi, da Universidade da Pensilvânia, nos EUA; Vanicléia Silva Santos, do Centro de Estudos Africanos da UFMG, entre outros.

Seminário Mundial de Artes e Culturas Negras. Auditório do BDMG (rua da Bahia, 1600), às 9h. Gratuito

Belo Horizonte

Fonte: Hoje em Dia